#Instafitness, barriga negativa e thigh gap.

Hey pessoal! A estação mais quente do ano chega em 11 dias e muita gente está com o seu projeto verão em dia. Nos últimos meses a febre do #instafitness vem adquirindo mais adeptos e há aqueles que passam dos limites e querem ter a tal da barriga negativa. Mas você já ouviu falar no “thigh gap”, em português “lacuna entre as coxas”?

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Reprodução: Vogue.com

Como é bom começar do começo, vamos ao instafitness primeiro. Febre do Instagram, o #instafitness tem como objetivo maior a ajuda mútua entre pessoas que estão na luta para emagrecer e entrar “em forma”, mas tudo de um jeito saudável. E para essa batalha toda, existem as musas do instafitness, dentre elas Carol Buffara, Flávia Sampaio, Lala Rudge, Carol Magalhães e Gabriela Léda Pugliesi que inspiram várias pessoas a continuarem na dieta.

Até aí, parece que uma coisa desse tipo não tem nada para dar errado, até que uns começam a enlouquecer e tentam emagrecer a todo custo, utilizando dietas que não sei quem mais usou sem ir a um nutricionista, sem contar os comentários maldosos sobre quem não está buscando por um corpo desses agora.

Reprodução: revista Capricho

Reprodução: Capricho.com.br

Exemplo disso é a busca pela barriga negativa.  A modelo sul-africana Candice Swanepoel postou uma foto onde ficava evidente que sua barriga era mais baixa que ossos do quadril e daí surgiu o termo. Ainda que, em minha opinião seja exagerado: a) Ela é modelo!; b) Algum especialista, muito provavelmente cuida da saúde dela e c) o corpo dela deve ser propenso a esse tipo de abdômen. São minhas especulações, mas a verdade é que ter uma barriga assim, quando ela não é natural do seu corpo, pode custar alguns pontos negativos em sua saúde e isso não sou eu que afirmo, são nutricionistas e outros especialistas.

O site Minha Vida, por exemplo, montou uma lista de problemas que podem decorrer dessa mania junto ao endocrinologista Filippo Pedrinola, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Ele explicou que “o que ocorre nessa situação é que o organismo entra em estresse e esgotamento físico, podendo causar problemas de saúde como diminuição da resistência imunológica, alterações de ciclo hormonal, interrupção do ciclo menstrual, distúrbios alimentares, entre outras patologias”.

Mesmo magrinha, a modelo Yasmin Brunet publicou em seu twitter um texto sobre o que ela pensa da barriga negativa:

yb“Vamos nos livrar do termo ‘barriga negativa”. Não é saudável. A não ser para alguns biótipos que já tem essa barriga mais para dentro, não é saudável incentivar esse nome dizendo que isso é beleza. Para chegar nessa tal ‘barriga negativa’ a pessoa tem que sofrer. Não comer, se sacrificar, abusar do seu próprio corpo, se castigar. Acho um desrespeito com quem tem distúrbios alimentares e está lutando para sobreviver. Isso não é beleza e não é saúde. Meninas e meninos, cada um de nós nascemos com um biótipo e somos lindos do nosso modo. Cada um com sua imperfeição. Nada de sofrer para se encaixar nessa loucura de ‘barriga negativa’. Isso não existe. Quem inventou isso deve ter um cérebro negativo! Te amo como vc é, beijo Ya.”

Ou seja, não adianta querer ser seu próprio médico e corta mil coisas necessárias da sua alimentação para conseguir uma barriga dessas, a não ser que queira ficar doente.

Reprodução: The Daily Beast

Reprodução: The Daily Beast

Mas prosseguindo, vamos ao “thigh gap”. Uma característica comum das magrinhas por natureza, nem tão nas gordinhas. Ao mesmo tempo trivial, digo, ninguém para na rua e fala “Nossa, aquela menina tem um thigh gap. Deve ser uma pessoa legal.”! Pelo menos não até agora.

 A modelo hoje considerada plus size Robyn Lawley recebeu vários comentários desagradáveis em relação ao espaço entre as coxas quando fez um ensaio sem photoshop para a marca de lingerie Panache. Para se defender teve um texto publicado no “The Daily Beast” (notícia aqui) contando o porquê de ser contra a esse arquétipo.

Reprodução: Gloss.com

Reprodução: Glamour.com.br

 Quando terminei de ler, concordei com muita coisa que tinha ali, para não dizer tudo. Ver que ela preferiu aceitar seu corpo como é ao invés do padrão comum na indústria da moda e ainda por cima fazer tanto sucesso como qualquer outra pessoa no seu ramo me fez estar de acordo com a top model, já que nada melhor que amor próprio.

Para não pensarem que isso aqui é mais um discurso contra as magrinhas digo logo que reprovei as críticas negativas e desconstrutivas que a modelo Izabel Goulart sofreu depois que uma foto dela no Rio de Janeiro e de biquíni apareceu no site da revista Marie Claire com um título de gosto duvidoso.  Para quem não sabia disso, dê uma olhadinha na matéria da Carta Capital.

Reprodução: Marie Claire

Reprodução: Marie Claire

Ok, ela pode parecer magérrima para mim e para você, mas ninguém tem o direito de reclamar do corpo dela como fizeram! Ser gordinha, magrinha, mediana não faz ninguém melhor que ninguém, muito menos apontar o dedo como fizeram!

Por fim, só para reforçar, não sou contra as magrinhas naturais ou quem está querendo emagrecer. Na verdade, sou bem a favor da valorização da beleza natural de cada um, mas nada que transgrida a linha de ser saudável, meu povo. Que ideal de beleza é esse onde se tem que agredir nosso organismo?

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Reprodução: We Heart It

Ficar em forma: legal, mas desde que com saúde. Fora esse caso prefiro ter uma barriguinha, celulite, olheiras… É importante se cuidar, como bem garante o ditado “quem não se enfeita, por si se enjeita”, mas procure um equilíbrio entre emagrecimento/estética e saúde, que só se dá verdadeiramente quando a gente ama o próprio corpo.

Então, é isso. O que vocês pensam sobre #instafitness, barriga negativa e “thigh gap”? Vale mesmo a pena tanto esforço? Beijão, até mais e cuidem-se! 😉

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