De frente com a Mari: a coragem de Braian Thomas.

Oii galera! Como anda a vida?

Resolvi começar uma nova série de posts. Pretendo daqui pra frente entrevistar gente com ideias legais, que fazem algo de muito bom… Ou seja, pessoas com algo a dizer para o mundo. Para começar, hoje é a vez do Braian Thomas, que após um grave acidente de trânsito aos 16 anos, ao lado da amiga Marina, e de ter recebidos más notícias dos médicos, resolveu transformar essa experiência, que podia ter tirado o seu ânimo pelo resto da vida, num livro para dizer que ela continua, mesmo depois de problemas como esse.

Agora “Manchado”, título da história do Braian, está em campanha para que possa ser lançada. Através de doações, possíveis de serem feitas num site justamente criado para que projetos tornem-se realidade com a ajuda de várias pessoas, o Kickante (página do Braian), o autor espera arrecadar dinheiro para a primeira leva de livros. Dá só uma olhadinha no vídeo abaixo para entender melhor e conhecer mais a fundo sobre a obra:

Vamos lá à entrevista!

Braian, qual foi a nova visão de mundo que a experiência do acidente trouxe a você?

Não apenas o acidente, mas a experiência por completo me trouxe a chance de ver realmente tudo aquilo que eu tinha em minha frente. Nos acostumamos a não notar, mas basta olhar em volta pra perceber o quão incrível é o mundo que te rodeia, desde o magnífico céu azul da manhã, ou a liberdade de poder se mover livremente, pular, andar, deitar. Essa experiência me fez perceber o valor de todas as pequenas coisas que passam por nós todos os dias e não damos o mínimo valor, porque talvez estejamos cansados demais, ou com problemas demais.

Quanto tempo demorou pra ter a ideia de transformar a dificuldade em literatura?

Sabe que no inicio, nada disso tinha sido planejado. Eu apenas escrevia o que sentia para tentar de alguma forma esvaziar minha mente. Depois de um tempo resolvi que iria escrever um livro, mas em seguida desisti “quem iria ler um livro sobre um zé ninguém?”. Meses depois de acumular notas no meu celular, percebi que não poderia simplesmente jogar aquele material fora e resolvi fazer algo útil com aquilo. Retomei a ideia do livro, e então realmente comecei a trabalhar no projeto.

Então, qual a reação que a Marina, sua amiga que estava no acidente, teve ao saber que você finalmente decidiu transformar a história de vocês em um livro?

Ela adorou! Eu a mostrava os rascunhos e pedia permissão todas as vezes em que iria citá-la no livro. Ela também me ajudou bastante a confirmar informações e a preencher os espaços das partes em que eu estava inconsciente.

book (1)

Como foi a participação dos seus familiares e amigos em todo o processo da criação do livro?

Ela não existiu (risos). Na verdade foi uma surpresa para todos. Eu escrevi tudo sem contar a ninguém, nem mesmo a minha mãe. Grande parte desse sigilo foi devido a minha timidez. Faltando pouco para terminar de escrever eu anunciei aos meus pais e alguns poucos amigos.

Como enxerga a escrita e a arte em geral na sua vida?

Olhando minha curta vida como um todo, eu fui quase um prodígio artístico. Quando pequeno pintei quadros, em seguida fiz historias em quadrinhos, migrei para a internet comandando um blog, também passei a desenhar no computador, o que me trouxe a pretensão de cursar design gráfico, e agora olha só onde estou, escrevi um livro! A arte sempre esteve presente demais na minha vida, e tenho grandes sonhos a respeito dela. Quanto a escrita, não pretendo seguir uma carreira como escritor, mas com certeza pretendo mantê-la como um hobby, e quem sabe escrever outros livros.

Se tudo der certo com a campanha, espera lançar “Manchado” em quanto tempo?

Eu pretendo lançá-lo ante do fim de novembro. Mas esta é apenas uma previsão, ainda não tenho datas. O livro ainda está sendo produzido e revisado pela editora, e esperamos que não haja contratempos.

Para conhecer mais ainda o Brain, leia só a rapidinha:

  • Alguém que lhe inspire e o porquê: “Eu costumo muito pegar pontos positivos em cada um, unir todos, e transformar isso em minha meta de crescimento.”
  • Uma música: Lucky one, do Simple plan.
  • Série ou filme: À procura da felicidade, dirigido por Gabriele Muccino.
  • Um livro que te marcou: O jardim secreto, de Frances Hodgson Burnett.
  • Um sentimento: Esperança.
  • O Braian em uma só palavra: “Sonhador.”

Gostaram de conhecer a história do Braian? Para que ela seja realmente impressa e alcance mais pessoas, é preciso que você se disponha a ajudar doando o que pode, podendo garantir o seu exemplar, e/ou compartilhando o projeto. Faltam 84 dias e a meta é de 4.000 reais. Então, vamos dar nosso apoio para que ela se concretize, ok?

*Doações aqui.

Espero que tenham curtido o começo das entrevistas e logo verão outras. Ah, o próximo post do blog será sobre os dois meses de big chop (mas o que é isso? aqui) e dicas para o cronograma capilar para as cacheadas. Beijos e até mais!😉

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6 comentários sobre “De frente com a Mari: a coragem de Braian Thomas.

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