#celebrar2: Beyoncé, AFROntamento e Representatividade!

Oi, tudo bem com você? Espero que sim!!!

No dia 06/02, a Beyoncé derrubou todos os forninhos possíveis lançando um videoclipe surpresa.  Não teve carnaval nenhum que segurasse a euforia causada pela nova canção da texana chamanda “Formation”! E é isso que celebraremos aqui hoje! Mas antes de continuar o texto, vamos assistir o clipe. Aperta logo esse play!

Há seis dias, o primeiro single desde o último trabalho da Beyoncé em 2014 foi colocado no ar sem avisos prévios e, por consequência, enlouqueceu a internet. Porém, mais que as coreografias e o ritmo contagiante, marcas registradas da cantora, “Formation” causou euforia dentro e fora da internet por não ser feita só para dançar.

Tanto a letra, quanto o videoclipe da canção carregam referências da história e identidade da comunidade negra nos EUA. De uma só vez, Beyoncé falou sobre violência policial, de suas origens, valorizou a estética negra e homenageou aos Panteras Negras* e a Michael Jackson*. E isso num momento muito oportuno, visto que Fevereiro é o Black History Month (mês da história negra) por lá.

“Formation” é na verdade o pronunciamento em alto e bom som que tanto se esperou de Beyoncé durante os conflitos raciais no último ano na terra do Tio Sam. Mas valeu a pena esperar, já que a data de lançamento da música foi um dia antes da apresentação que Bey fez na final do Super Bowl, campeonato de futebol americano que tem uma repercussão parecida a da Copa do Mundo aqui no Brasil. Dessa forma, com todos os olhos e ouvidos voltados para ela, uma discussão sobre o teor político de seu vídeo se abriu.

giphy

*Panteras Negras: Grupo radical que lutava pelos direitos da população negra nos Estados Unidos, fundado na segunda metade da década de 60. Mais aqui.

*Michael Jackson: Em 1993, o Rei do Pop fez a maior apresentação que o Super Bowl já teve. E durante a sua participação na final deste ano, Beyoncé usou uma roupa que lembrava a que Michael vestiu há mais de vinte anos.

De um lado, se agradeceu a influência bem utilizada da Beyoncé, mulher negra e reconhecida internacionalmente por seu trabalho, para debater os problemas criados pelo racismo. Infelizmente, numa sociedade misógina e racista como a que vivemos, teve gente que se incomodou com a força da mensagem do clipe. Surgiram então tentativas de boicote à canção e críticas falando que tudo isso foi um insulto à polícia. Entretanto, é por acionar a opinião de todos os lados da moeda, que “Formation” é uma relíquia e um verdadeiro AFROntamento.

O bom mesmo é saber que não é só Queen B que anda por aí expondo seus pensamentos, influenciando à discussão sobre racismo e inspirando outras mulheres negras a ocuparem lugares de poder e reconhecimento. A nível internacional temos figuras como Rihanna, Lupita Nyong’o (12 Anos de Escravidão), Viola Davis (How to Get Away with Murder) e Taraji P. Henson (Empire).  Em terras brasileiras, contamos com a Maju Coutinho, Karol Conká, Ludmilla, Magá Moura e Taís Araújo. Isso sem contar blogueiras e blogueiros, que emergiram durante o atual movimento nas redes para aceitação dos cabelos naturais, e, é claro, as mulheres comuns e fora do circuito midiático.

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Por essas e outras que representatividade importa! No meu caso, quando decidi deixar meu cabelo crespo natural, a necessidade de me enxergar além dos estereótipos foi gigantesca. Com ajuda em grupos e páginas virtuais, encontrei gente inspiradora. Estar cercada dessas influências foi o que não me fez desistir da minha jornada capilar, mas principalmente, o que me fez aprender a não ter vergonha de quem sou.

Veja aqui os posts sobre a transição capilar!😉

+++ Beyoncé, Afrontamento e Representatividade:

E aí, já tinha conferido o novo sucesso da Beyoncé? O que achou da canção e tudo o que ela significa? Deixe nos comentários!

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3 comentários sobre “#celebrar2: Beyoncé, AFROntamento e Representatividade!

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