#empoderar7: Entendendo a política de branqueamento no Brasil!

Oi, tudo bem com você? Espero que sim!😉

Este post foi feito em parceria com o blog Escrevendo Só. Lá o assunto discutido foi Colorismo. Não deixe de conferir para compreender mais ainda o texto de hoje!😉

“O Brasil é um país maravilhoso! Miscigenado, não tem essa de preconceito, não.”

“Racismo? Mas você nem é tão negrx assim!”

“Você é um negrx de alma branca, sabia?!”

Já ouviu alguma dessas frases? Já falou uma delas? Conseguiu enxergar o problema residente em cada uma? Então vamos lá esclarecer enegrecer as coisas. Todas elas são heranças das teorias racistas que afloraram no fim do século XIX e fortaleceram-se no início do século XX aqui no Brasil, criando espaço para a defesa do branqueamento da nossa população.

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Isto é racista!

Num clima de cientificismo e determinismo, teses como a do Darwinismo Social tentaram validar a suposta superioridade dos povos brancos europeus por meio da ciência, mas científicas foi o que menos essas ideias foram. A grande verdade é que foram criadas como pretexto para ratificar a exploração imperialista de terras africanas e asiáticas na virada para o século XX.

Enquanto os países europeus preparavam-se para dividir a África e a Ásia, aqui no Brasil tinham acabado de assinar a Lei Áurea. Por pressões vindas principalmente da Inglaterra nosso país não teve como fugir e assinou, mesmo sendo o último, sua lei de abolição da escravatura.

As lavouras de cana e café, base econômica da época, deveriam agora ter mão de obra remunerada. Entretanto, indignados seus donos estavam e não queriam empregar aqueles que já viveram sobre seu domínio de servidão. Foi aí que aquelas teorias racistas encontraram um ninho para crescer: segundo elas o Brasil estava destinado ao fracasso por ter uma população predominantemente negra. A solução seria, portanto, aumentar o número de brancos europeus no território, pois como suposta raça superior eles trariam o desenvolvimento.

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A obra “Redenção de Cam” do pintor espanhol Modesto Broco representa a esperança depositada na vinda dos imigrantes: eles seriam responsáveis pela “salvação” do nosso país e o caminho para o desenvolvimento. Entenda mais sobre a pintura aqui: Tese do Branquamento | Mundo Educação. Imagem: Reprodução.

Imigração europeia em vento e popa: pronto, o branqueamento já tinha sua estrutura! De um lado o governo incentivava a vinda de brancos para cá para miscigenar e “desenvolver” o Brasil. De outro, a comunidade negra sofria um intenso processo de marginalização, convivendo com o desemprego, hiperssexualização e o desprezo para com seus traços e cultura.

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Aquele momento em que usam o photoshop para te branquear. (Setembro de 2014) Imagem: Reprodução.

Hoje em dia o processo de branqueamento é diluído em nossa consciência coletiva. Alisamentos capilares, clareadores de pele, eufemismos como “morena” e edições de fotos que tornam a pele escura em dourada são algumas das heranças. Pior que isso, porém, é ser julgado intelectualmente inferior, preterido em vagas de trabalho e em relacionamentos e ser violentamente abordado por policiais tendo a cor da pele como ponto de partida.

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“Em 2012, 56.000 pessoas foram assassinadas no Brasil. Destas, 30.000 são jovens entre 15 a 29 anos e, desse total, 77% são negros. A maioria dos homicídios é praticado por armas de fogo, e menos de 8% dos casos chegam a ser julgados.” Confira esses dados na pesquisa da Anistia Internacional e conheça a campanha “Jovem Negro Vivo” da mesma instituição. Imagem: Reprodução.

Junto com o colorismo, discriminação baseada no tom da pele – e que o Ícaro explicou no post parceiro a este do Escrevendo Só, quanto menos retinto você for, menos racismo sofrerá e mais suas características brancas serão valorizadas. É por isso que muitas pessoas as quais se intitulam pardas aqui têm dificuldades para se identificarem com a comunidade negra. Um grande exemplo para isso foi a polêmica que surgiu este ano com o namorado da youtuber Jout Jout, o Caio. Ele que nunca quis aparecer nos vídeos dela, foi forçado a se expor, pois ao mesmo tempo em que era alvo de racismo tinham pessoas afirmando que “ele nem era tão negro assim”.

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Este é o Caio. Confira aqui o vídeo onde ele discute sobre ser negro ou não.

É por conta de problemas como o branqueamento que precisamos falar mais sobre racismo e ter consciência de nossa história. Como brasileirxs precisamos entender que da mesma forma em que somos produto de etnias distintas, é indispensável cultivar a visão de que uma delas foi valorizada em detrimento das outras, sim! Infelizmente ambientes que deveriam promover essa discussão, como as escolas, quase nunca estão preparados. Entretanto, se felizmente você do lado daí tem conhecimento acerca disso, não se deixe silenciar. Fale, grite! Escolha bem suas batalhas e plante a ideia da mudança.

E isso não é uma questão a ser defendida puramente por pessoas negras. Quando um conhecido for preconceituoso não deixe passar! Lembre que o branqueamento era utilizado como pretexto de desenvolvimento do Brasil, contudo, a História mostra que muitos de nossos avanços ocorreram com o trabalho das comunidades marginalizadas e se quisermos continuar evoluindo a pauta racial não pode ser ignorada.

Confira aqui o post sobre Colorismo do blog Escrevendo Só!

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Não se cale!

+ sobre branqueamento no Brasil:

E aí, já tinha ouvido falar na política de branqueamento em nosso país? Qual o seu papel para mudar os resquícios dela? Participe da discussão nos comentários! Sugestões e dúvidas também são bem-vindas. Não deixe de compartilhar este post com seus amigos e amigas e, é claro, de acompanhar o blog pelas redes sociais! Um super abraço e até mais!😉

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5 comentários sobre “#empoderar7: Entendendo a política de branqueamento no Brasil!

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