#empoderar8: Para ler e ouvir – “Sejamos todos feministas” de Chimamanda N. Adichie

Oi, tudo bem com você? Eu espero que sim!

Eu sei que devia ter postado isso na terça-feira, mas a procrastinação me rondou esta semana. Desculpe-me! E ah, quero lhe convidar a conferir amanhã, às 10hrs, no blog Escrevendo Só, meu primeiro texto para a coluna de empoderamento feminino por lá. Anota aí na agenda! Pronto, agora vamos ao post de hoje!😉

Algo que muito me preocupa em minhas colocações feministas, tanto na internet quanto na vida real, é de elas não serem baseadas em achismos e acaloradas por paixões. Certamente não tem como dissociar minhas opiniões de minhas experiências, mas trabalhar com fatos é muito mais seguro e responsável do que com impressões.

Por conta disso gosto de me cercar de textos sobre feminismo. Ainda não li tantos quanto gostaria, mas essa é uma meta.

Pensando nisso, resolvi compartilhar hoje com vocês um dos primeiros textos que li e me iniciaram para as discussões de empoderamento feminino e ele é o “Sejamos todos feministas” da Chimamanda Ngozi Adichie.

Quem é Chimamanda N. Adichie? Aclamada escritora nigeriana, autora de “Hibisco Roxo” (2003), “Meio Sol Amarelo” (2006) e “Americanah” (2013), todas essas obras premiadas. Também reconhecida internacionalmente pelos seus discursos sobre feminismo. Informações daqui.

Muito provavelmente você já escutou Flawless da Beyoncé (se não, pelamordadeusa diga oi à Terra e vamos lá conhecer essa canção – clique aqui). No meio da música existe uma fala sobre o que é feminismo e ela é justamente da Chimamanda!

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“Feminista: quem acredita na igualdade social, política e econômica entre os sexos.” Imagem: Reprodução.

Com o sucesso de Flawless ao redor do mundo essa se tornou a frase sobre feminismo mais conhecida dos últimos anos na internet, sendo bastante utilizada para esclarecer a definição do movimento, geralmente distorcida.

Isso, entretanto, é apenas um pequeno trecho do “Sejamos todos feministas”, originalmente um discurso profeido em 2014 numa palestra que a Chimamanda ministrou. Além da versão falada – e gravada em vídeo – ele foi editado em livro e para quem quiser ler é fácil de encontrá-lo na loja de aplicativos do Google. A melhor parte é que ele é gratuito, ou seja, não tem desculpas para não tê-lo consigo! #NãoÉMerchanMasPoderiaSer.

Nessa fala, Chimamanda mostra como a palavra feminismo entrou na sua vida, a mudança de significado negativo a positivo e as questões de gênero dentro da África, com destaque para a Nigéria, seu país de origem.

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Imagem: Reprodução.

Durante o texto, Adichie deixa claro como o machismo prejudica não só mulheres, mas também homens. É claro que a opressão sobre o feminino é muito maior, entretanto saber que o outro lado também tem sua dose de problemas evidencia o porquê de o feminismo não ser sobre superioridade da mulher e sim de equidade entre os gêneros.

Através de um paralelo ela prova que desde cedo o machismo ensina aos homens a terem que provar sua masculinidade o tempo inteiro. Para tanto, os meninos crescem retaliando suas emoções, tornando-se assim homens externamente fortes, mas internamente fracos, de egos frágeis.

Do outro lado estão as mulheres, instruídas a se submeterem ao ego fragilizado dos homens. Elas podem até ser ambiciosas e almejar o sucesso pessoal, mas desde que sua busca e presença nunca ameacem aos homens.

Como mulheres também aprendem a aspirar ao casamento sobre todas as coisas nas suas vidas e, injustamente, os homens não são instigados ao mesmo. De consequência, ao invés de ser uma relação de suporte mútuo, o casamento acaba por se caracterizar majoritariamente – foca no majoritário! – como uma relação de superioridade dele sobre ela.

Além de todos esses pontos, Chimamanda levanta outro em especial: de que sim, existem distinções entre homens e mulheres, mas a nível biológico, que garantem habilidades diferentes, ao exemplo dos hormônios. Em geral os homens são fisicamente mais fortes que as mulheres, mas a habilidade de gerar a vida pertence a elas.

Contudo, se há milhares de anos a força física era o delimitador de liderança por questões de sobrevivência da espécie, atualmente a criatividade, a inovação e a inteligência são prezadas pela nossa sociedade e deveriam, portanto, estabelecer quem comanda. Porém as questões de gênero (leia-se machismo) prevalecem sobre esses outros requesitos.

Muito mais ainda é dito pela Chimamanda, então não deixe de conferir “Sejamos todos feministas”! O vídeo está abaixo! Essa é a sua oportunidade de se aprofundar nos debates de empoderamento feminino!

+sobre Chimamanda:

E aí, gostou da sugestão? De onde é que você tira informações sobre feminismo? Quais são as personalidades que lhe influenciam? Deixe tudo isso nos comentários! Eu adoraria saber! Também aproveite e acompanhe o blog nas redes sociais. Compartilhe os posts por lá! Um abraço e até a próxima!

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Um comentário sobre “#empoderar8: Para ler e ouvir – “Sejamos todos feministas” de Chimamanda N. Adichie

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