#empoderar13: Não somos iguais! E isso também não é um problema!

Imagem: Metro, de Nicolas Winspeare

Imagem: Metro, de Nicolas Winspeare. Creative Commons.

Como já discutido num post anterior (aqui), sororidade é a irmandade entre mulheres, um exercício de empatia. E a conversa sobre empatia, da importância de se colocar no lugar do outro está em alta. Entretanto, na prática, por melhores que sejam as intenções, acabamos por impor nosso olhar sobre as experiências alheias e assim, agindo completamente diferente do que pregamos.

Eu percebi isso durante algumas conversas sobre feminismo, já que estamos falando de sororidade, em que acusaram vertentes como o feminismo negro de serem desnecessariamente segregacionistas, de enfraquecerem a luta e reforçar opressões.

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“Meus olhos reviraram tanto que vi meu cérebro”

Por mais legítimas que sejam as preocupações com a unidade do movimento, não podemos deixar a ingenuidade falar mais alto e desconsiderar as características e as experiências de outrem à nossa conveniência. É injusto com as pessoas ao nosso redor. É na verdade dizer que o motivo por um grupo ser marginalizado é a pura existência dele e não os longos processos de dominação. É desonesto de nossa parte não aceitar as opressões que cometemos por também sermos oprimidos. É, por fim, silenciador.

Para ilustrar de outra forma, tem esta frase que gosto bastante do sociólogo Boaventura de Souza:

Temos o direito de ser iguais quando a nossa diferença nos inferioriza; e temos o direito de ser diferentes quando a nossa igualdade nos descaracteriza. Daí a necessidade de uma igualdade que reconheça as diferenças e de uma diferença que não produza, alimente ou reproduza as desigualdades.

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QUE?

Essa frase pode ser complicada de entender no primeiro momento, mas vou te ajudar a desembaralhar. Antes de tudo, precisamos ter isto em mente:

  1. Não somos seres imparciais. Nossas vivências influenciam nossos modos de pensar e agir.
  2. Não colecionamos as mesmas experiências. Nem mesmo gêmeos, que crescem na mesma casa, estão sobre o mesmo toque de recolher e a mesma regra de guardar os brinquedos depois de usarem. Ainda assim, a forma com que lidam com as broncas se acumulam diferentemente em suas vidas.
  3. Uma comunidade é preenchida por individualidades. Pessoas que com suas características diversas procuram viver em harmonia.

O que Boaventura quer dizer é num mundo estruturado para diminuir uns sob outros baseados em suas características, precisamos lutar para estabelecer a igualdade. E num contexto em que suprimem nossas diferenças a ponto de não sabermos quem é quem, precisamos lutar para que as diferenças sejam reestabelecidas, porém nunca ao nível de inferiorizar o dessemelhante.

Além disso, percebi um certo medo de palavras, por pura falta de informação. Não precisamos temê-las, mas sim compreendê-las.

Digo isso porque vi muita gente fugindo da palavra discriminar. Saber que ela significa antes de tudo DISCERNIR, não diz que ignoro que sim, infelizmente, em alguns episódios históricos, justamente por segregarem, discriminarem, discernirem a ponto de inferiorizar, grupos foram e continuam sendo humilhados e massacrados.

Reconhecer nossas individualidades é necessário e honesto. Precisamos de recortes sim! Pois quanto uns forem beneficiados com a diminuição de outros por suas diferenças, ainda não viveremos em harmonia. É tudo uma questão de equilíbrio entre igualdade e respeito.

Então, como tarefa para casa, se uma mulher lhe acusar de machismo, uma pessoa negra, de racismo, um integrante da comunidade lgbt, de fobia, ao invés de atirar quatro – ou mais – pedras, pare, reflita e entenda as reclamações deles. Perceba seu lugar na sociedade. Garanto que não é tão difícil assim.😉

respect

R-E-S-P-E-I-T-O: leve isso para a vida!

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