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#celebrar11: Encontro de Crespxs e Cacheadxs de Aracaju!

Oi, gente! Tudo bem com vocês? Eu espero que sim! 😉

Por motivos mais que especiais o blog começa esta semana celebrando o Encontro de Crespxs e Cacheadxs de Aracaju, que aconteceu no último domingo na Praça da Sementeira. ❤

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Confira aqui a sessão de posts “Celebrar”.

O tema dessa edição do encontro foi “AFROntando o Racismo”, em que se discutiu não só a jornada capilar de cada participante do evento, mas também como suas experiências se relacionavam com o racismo. A oportunidade ainda serviu para conversar sobre estratégias de luta contra esse problema social.

Leia aqui todos os textos sobre Racismo no blog!

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Para completar ainda teve afroempreendedorismo, feirinha de trocas, contos africanos, oficina de turbantes e bastante música.

Ah, os looks dos participantes foram um show a parte! Da raiz do cabelo às pontas dos pés tudo ali representava aceitação e identidade. Parecia que eu estava num festival de música como o AfroPunk!

Já conhece o AfroPunk? Ele não é apenas um festival, mas também um movimento. Clique aqui e leia o post no blog!

Clique sobre as fotos para vê-las ampliadas.

Essa foi a primeira vez que fui a um encontro do tipo. Saí de lá ultra renovada e fortalecida. Espaços como esses são preciosos, porque amplificam a voz de quem muitas vezes é silenciadx. Por isso, recomendo a quem nunca foi a um evento assim, participe!

Clique sobre as fotos para vê-las ampliadas.

Procure saber de coletivos em sua cidade que organizam esses momentos. Grupos nas redes sociais, como o Crespxs e Cacheadxs de Aracaju, são um bom começo. E se não tiver, por que não juntar uma galera e fazer um movimento assim? Pode ter certeza de que o tombamento vai ser forte!

E aí, o que achou? Já foi a algum encontro desses? Por sinal, você aí estava lá nesse último domingo? Deixe nos comentários! Também acompanhe o blog pelas redes sociais e compartilhe o post com xs amigxs! Um super abraço e até mais! 😉

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#empoderar9: Significado dos turbantes e mais umas verdades sobre apropriação cultural!

Oi, tudo bem com você? Espero que sim!

Ontem eu assisti a uma palestra maravilhosa e transformadora sobre feminismo negro, produzida pelo Desabafo Social, o Escambo de Ideias #3. Na discussão falou-se sobre estratégias de luta contra o sexismo e o racismo. Uma das palestrantes era a Joice Berth, arquiteta e militante do movimento negro, e no meio da conversa ela estabeleceu a diferença entre fortalecimento e empoderamento. Segundo ela fortalecimento está ligado à estética, a abraçar suas raízes, como por exemplo, abandonar os alisamentos e usar os cabelos crespos e cacheados naturalmente. Já empoderamento é ter conhecimento sobre sua ancestralidade e da estrutura do sistema racista e através desse saber, construir defesas contra as opressões que lhe acometem. Se você não conferiu ontem, confira neste link aqui. Vale muito à pena!

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“Nem sempre quem está fortalecido está empoderado.” Com isso em mente, hoje então é dia de entender o significado dos turbantes para a cultura afro-brasileira. Além disso, vim discutir mais uma vez apropriação cultural, porque enquanto fazia as pesquisas para esse post, lendo outros textos, muitos comentários referentes a eles eram justificativas esfarrapadas sobre utilização de materiais de outros povos e culturas. E não, não podemos viver cheios de disse-me-disse!

Leia aqui os textos no blog sobre “Transição Capilar”!

Sobre turbantes!

Os turbantes são elementos que caminham por vários povos, de norte a sul, de leste a oeste. Persas, árabes, indianos e africanos são alguns deles. Também conhecido como Ojá na África Negra, sendo utilizado em instrumentos musicais, roupas e até mesmo para as mães carregarem suas crianças, ele desempenha papéis de classificação social, religião e vestuário. 

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Imagem: Reprodução.

Aqui no Brasil, influenciado pela cultura africana, o turbante é uma das inúmeras peças que compõem as baianas, figura típica do nosso país que remetem às mucamas na época da escravidão, mas que também participam das religiões afro-brasileiras, como o candomblé. E por falar nas religiões nascidas aqui, a umbanda e o xangô também incorporaram o turbante.

Com o crescimento do movimento negro na década de 60 nos Estados Unidos, os turbantes, assim como outros elementos da cultura africana, foram colocados como símbolo de resistência à segregação racial que o país enfrentava. Hoje, um movimento que lá clama pela mesma ideia é o Afropunk, que envolve música, transgressão e identidade. 

Conheça o movimento AfroPunk neste post do blog!

Aqui no Brasil, o movimento negro também trouxe esse ideal de identificação com o continente africano por meio da estética. No presente, a internet tem sido um grande divulgador desses elementos, tendo a aceitação do cabelo como maior ponto de partida e os turbantes como ato de afirmação identitária.

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Alguns trajes maravilhosos do no festival de música do AfroPunk.

Entretanto, assim como aconteceu na década de 20 e 30, com estilistas como Paul Poiret e Coco Chanel, a indústria de moda atual encontrou nos turbantes uma fonte de consumo e através de sua produção em massa, os significados, sobretudo os de influência africana, estão sendo distorcidos, causando o que conhecemos como Apropriação Cultural. Continuar lendo

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Afro in punk: trangressão, música e identidade.

De vez em quando nos surpreendemos. Por exemplo, eu nunca pensei que box braids (tranças rastafáris – saiba mais aqui) teriam alguma ligação com a música punk. Mas para quase tudo nessa vida se aplica a história “surgiu antes de você”. Foi então que descobri o movimento AFROPUNK. Este estilo alternativo explica o porquê daquele meu exemplo e de tantas outra ligações inimagináveis existirem. Além do mais, por ter sido uma das revelações de 2014, ele merece estar hoje por aqui. Assim vai dar para vocês entenderem como tanta coisa se completa na onda que promete bastante também em 2015.

AFROPUNK CAPA

Quando o jeito transgressor de ser recebeu uma boa carga de inspiração étnica com a chegada de negros ao cenário punk, surgiu o afropunk. Provavelmente nascido no Brooklyn, ano passado o tal estilo foi 1) referência nas coleções de grifes como Balmain e Kenzo 2) tema de um editorial cheio de penteados fantásticos na Vogue US e 3) comprovado pelas cantoras FKA Twigs e Azealia Banks que essa tribo está em alta e não veio pra brincadeira.

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Mas é como eu contei, tem sempre uma explicação para os fatos que acontecem hoje e o afropunk não cresceu repentinamente. Desde 2002, por exemplo, acontece em NY o Afro Punk Music Festival, onde pessoas se reúnem pra ouvir o que há de novo na black music, como também esbanjar suas produções fashionistas e gente, nunca vi algo do tipo. Praticamente vomitei arco-íris!

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Cada look naquele festival é um suspiro. E daqueles fortes pra ver se toda aquela exuberância se incorpora ao nosso ser. Seguindo a linha do “mais é mais”, é difícil não ficar de boca aberta com a extravagância tão bem entrelaçada entre correntes, creppers, listras pretas e brancas, maxióculos redondos, piercings… (respira)… moicanos, mechas coloridas, cocós, box braids, mais outros trocentos protective styles ( entenda o que são aqui) e, é claro, coturnos e estampas étnicas. E isso nem é tudo, pois como a Luiza Brasil escreveu em “AFROPUNK: CONHEÇA A TRIBO-HIT”, no blog Modices, essas só são as peças que mais se repetem nos looks.

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Se ainda não convenci vocês, olhem só esse vídeo. É muita energia pra um festival só! 

E para entrarem no ritmo de uma vez por todas, fiz uma playlist com artistas que já tocaram no Afro Punk Festival e outros que são representantes da nova geração.

Além desse envolvimento todo com a música, para entender o afropunk recomendo a vocês a assistirem o filme de mesmo nome, lançado em 2003. Ele é focado no estilo de vida de quatro pessoas totalmente entregues a esse universo e nos dá uma visão de como evoluiu todo o movimento. Vejam-no abaixo ou no canal do youtube do festival.

Muita coisa pra ler, escutar e assistir, né verdade? Haha. Fiquei empolgada com todo esse movimento, porque me identifiquei com ele e não foi pouco. As minhas roupas já andavam por esse universo sem eu saber. Mesmo sem ter vivenciado algo como aquele festival, senti-me em casa ao ver o que é do preto sendo valorizado, assim como toda gente preta. É tão revigorante ver que se pode passar dos limites da sociedade sem esquecer de onde se vêm. Melhor ainda com boa música.

E ai, gostou? Se sim, curta a postagem e qualquer dúvida ou opinião deixe nos comentários! Super beijos e até mais! 😉

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