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#celebrar7: Devaneios de beleza.

Oi, tudo bem com você? Espero que sim! 😉

Eu passei horas a fio pensando no que escrever nesse post de hoje. Mesmo tendo um banco de ideias senti ainda não era o dia para nenhuma delas. Resolvi então divagar, coisa que mais faço nessa vida.

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Imagem: Reprodução.

Vamos falar sobre beleza. Nesses dias me peguei remoendo uma lembrança sobre o assunto: quando eu era mais nova e as meninas começaram a se atrair por artistas e celebridades eu ainda não tinha formado o meu ideal de beleza. Eis aqui um diálogo comum da época:

Alguém – Você acha Brad Pitt bonito?

Eu – Não.

Alguém – E o Zac Efron?

Eu – Também não.

Alguém – Mas olha só esse olho azul, essa pele clara, esse cabelo loi…

Eu – Ainda não.

Custei a achá-los bonitos. Tudo porque apesar de bonito e feio existirem em meu vocabulário essas não eram palavras que eu atribuía a pessoas. Sério, eu simplesmente não conseguia! Na ingenuidade do mundo todo para mim só existiam… pessoas. Não haviam me contado que beleza é uma construção social.

O negócio é que insistiram tanto em me convencer que aquilo (olho azul, pele clara, cabelo loiro) era bonito e tudo ao contrário, não que para minha desgraça implantaram essa ideia no meu inconsciente. Dali em diante foi um processo de negação hardcore de mim mesma. De sempre olhar no espelho e ver que eu era o revés do supostamente lindo, comecei a não gostar de mim. Fui então, por conveniência, de uma criança tagarela e amostrada para uma calada e observadora.

Hoje, com aquela história toda da aceitação que já contei aqui umas mil vezes e continuarei a contar, ser calada e observadora já não me é problema, pois não guardo mais emoções e aprendo muito com isso. Sou convicta que cada um nesse planeta guarda algum tipo de beleza, nem sempre visível aos olhos. Entretanto uma coisa é certa: até esse estágio de certeza minha essência de faladeira e exibida foi massacrada. Ok, eu sei que com o passar dos anos eu mudaria e assim foi! Mas percebe o perigo no que me aconteceu? Eu mudei minha forma de pensar sobre os outros e sobre mim por pura padronização. E só para reforçar, soletrarei: M-a-s-s-a-c-r-e.

Descubra em outros textos aqui no blog o que aceitação e autoestima tem a ver com a transição capilar.

E hoje o post poderia partir para um lado de sérias reivindicações como geralmente faço aqui nas quartas-feiras, dia do empoderamento no blog, porém agora é hora de desabafo e, mais ainda, de celebrar.

Confira aqui os textos do blog que mais emanam poder!

Celebrar o que é diferente no físico, no psicológico, no modo de viver e na maneira de enxergar o mundo. Não se preocupe, muito mais do que inventam, sair do roteiro não é um problema. Geralmente é até melhor porque as surpresas levam aos improvisos e estes levam à superação e à diversão. Além do mais, beleza não é uma obrigação, mas isso é tema para outro post. E por favor, não tente empurrar padrões para os outros. Não adianta aplicar as regras da felicidade somente para amaciar nosso ego.

Por hoje era apenas isso. Um bom e leve fim de semana para você! Sinta-se mais que à vontade para me contar nos comentários o que você acha bonito e o porquê, ok? Adoraria saber!

Se gostou do post, compartilha com o mundo, de papagaio a falsianes. Se não gostou, também. Eu sei que você é legal! E sabe, tem umas redes sociais aí em baixo para a gente conversar sempre que quisermos. Abraços e até mais! 😉

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#celebrar1: Onde mora a beleza para você?

Oi gente, tudo bem com vocês? Espero que sim! A primeira semana do novo jeito de blogar aqui no Maia Vox já está terminando, mas eu estou muito feliz por termos voltado a conversar!

Se o dia-a-dia corrido não lhe permitiu saber das novidades, vou deixar o link dos dois posts publicados anteriormente e do desafio fotográfico que está acontecendo todos os dias no Instagram, ok? Clica aí! 

Ontem eu passei o dia me perguntando em como começar a escrever o último post da semana e o primeiro da seção “celebrar”. Já era de tarde e eu ainda não tinha pensando num assunto bom o suficiente para a gente conversar. Fiquei tão chateada e entediada que fui ao Facebook e desci o feed sem parar. Até que muito lindamente me deparei com um vídeo que acho que vocês precisavam ver. Porém, deixe-me contar a história dele antes.

Shea Glover, uma estudante de ensino médio em Chicago, decidiu sair pelo colégio dela atrás de alunos e professores perguntando se eles permitiam que ela os gravasse para um projeto. No que eles aceitavam, ela explicava a intenção do trabalho: I’m taking pictures of things I find beautiful (“Estou fotografando o que acho bonito”). A reação genuína dos convidados ao perceberem que ela os elogiava nos faz perguntar por onde anda a beleza para nós.

 Confira a seguir! Continuar lendo

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Transição capilar: 6 meses e identidade que se revela!

Hey, pessoal! Hoje eu vim aqui continuar com a série de postagens “Transição Capilar” (confira aqui os outros posts! 😉 ). Desde a última conversa com vocês muita coisa aconteceu e agora é momento de contar.

6 meses de transição maia vox

Bem, como o título já indica, minha transição completou seis meses! Num piscar de olhos já é meio de 2014 e nesse tempo pude acumular muita coisa boa com esse processo de transição. Mas algo precisa ser dito: Não foi fácil chegar aqui. Não é. Eu, pelo menos, não sofri nenhuma recaída com alisantes dessa vez, nem mesmo toquei na chapinha, mas isso não diz o quão complicado é enfrentar esse período de luta constante com a sociedade e, principalmente, de forte guerra interna.

Acho que entre o quarto e o quinto mês tive a época mais estressante da minha transição. Aquela euforia do início tinha se acalmado e outras situações surgiram. A dessa hora em especial era uma mistura de preguiça e desmotivação. Eu não queria mais saber de texturizar o cabelo com coquinhos todas às noites e a ansiedade de fazer o Big Chop (Grande Corte) latejava na mente. Mas dia vai, dia vem, notei que eu estava perdendo o controle sobre o motivo de ter começado a transição. Parei, pensei e vi que ainda não estava preparada o suficiente para o Big Chop e que importância da transição mora em aprender aos poucos a lidar com o cabelo natural, inclusive a amá-lo do jeito é, sem falsas expectativas. Porém, mesmo tendo recuperado toda essa significação do processo, ainda sim queria cortar o cabelo. Então, numa tarde de fim de semana, uma tesoura e um tiquinho de coragem, o fiz. Foram somente três dedos de cabelo, mas que ao mesmo tempo em que me livraram das pontas duplas me trouxeram um gostinho da liberdade de abandonar a química. Pronto, estava revigorada.

Outra coisa que ocorreu de lá para cá foi eu ter crescido demais em relação a minha identidade de mulher negra. Diante de fatos como a morte da Cláudia, a eleição da Lupita Nyong’o como a mulher mais bela do mundo pela revista People, a polêmica hashtag #somostodosmacacos e o 13 de Abril, eu entendi melhor quem eu sou, minhas lutas na sociedade e venho passando por um intenso processo de desconstrução e construção das ideias.

Além das discussões aqui dentro da minha casa sobre isso, algumas andanças na internet me fizeram e fazem enxergar melhor o preconceito velado no dia-a-dia e conhecer personalidades que me servem de inspiração para alcançar o que sonho apesar das adversidades.

Cacheadas in Love, Blogueiras Negras, Meninas Black Power, Indiretas Crespas, Pollyana Colona, Negahamburguer, Bredha Lima, Chimamanda Adichie, Janelle Monaé e Karol Conká. São apenas alguns nomes de comunidades na rede  e de mulheres negras que com seu trabalho me ajudam e ajudam a outras meninas e meninos negros a se enxergarem como tal e ter orgulho de quem somos no meio de um sistema que tenta embranquecer-nos a todo custo.

Como efeito disso tudo, não posso negar que minhas ações mudem e a partir disso aviso a vocês que com certeza o blog terá sua carga de influência desse meu crescimento. Vocês vão perceber.

Então é isso, galera! Quem aí também tá em transição? Espero muito ter ajudado! Um super abraço! 😉

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Transição capilar: as blogueiras que me influenciaram!

Ooooi gente! Como vocês estão?

No post de hoje eu vim mostrar para vocês algumas das blogueiras que me influenciaram a entrar na transição capilar e a cuidar dos cabelos nessa etapa. Ao todo são quatro meninas que compartilham sua trajetória cacheada.

As quatro blogueiras: 1 - Letícia Moraes; 2 - Brenda Lima; 3 - Maraísa Fidelis; 4 - Rayza Nicácio (da esquerda para direita, de cima para baixo)

As quatro blogueiras: 1 – Letícia Moraes; 2 – Brenda Lima; 3 – Maraísa Fidelis; 4 – Rayza Nicácio (da esquerda para direita, de cima para baixo)

Iniciando pela Letícia Moraes, do Uma Garota Brasileira, foi lendo os textos dela que comecei a me aventurar nesse universo capilar. Aprendi tantas coisas! Desde como se comporta a estrutura dos fios de cabelo a como disfarçar a diferença de texturas na transição. Foi lá também meu ponto de partida para o cronograma capilar (vou explicar tudo num outro post), o começo da mania de sair lendo os rótulos dos shampoos e a invasão na cozinha só para melhorar a saúde dos cabelos.

Já a Brenda Lima, do About Brenda Lima, me mostrou a liberdade de usar os cabelos naturais. Acompanho ela mais ou menos desde o início de sua transição e nos momentos mais complicados que passo, é lá que encontro apoio nas palavras de quem já teve dificuldades parecidas. Estou louca para que meu cabelo atinja o mesmo tamanho que o dela! *–*

Com a Maraísa, do Beleza Interior, me espelho bastante na vontade, coragem e postura para sair pelas ruas com meus cachos – ainda na base dos coquinhos, mas meus. Ela acabou fazendo o Big Chop (Grande Corte) com poucos meses de raiz cacheada. Isso a deixou bem insegura no começo, porém ela decidiu abusar dos acessórios para compensar o comprimento curtíssimo. Não tenho a coragem de cortar tudo alisado agora, nos meus quatro meses de transição, mas pelo menos já sei onde me inspirar quando essa fase chegar.

Não menos importante – meeeesmo – tem a Rayza Nicácio. Com certeza você já deve ter visto ela num de seus vídeos no canal do youtube da moça, que por sinal tem de tudo! Penteados, dicas de produtos, técnicas para os cachos, maquiagem… Apesar de não ter passado pela transição como as outras três blogueiras, a Rayza já teve problemas em aceitar seu cabelo cacheado quando mais nova e hoje é super defensora de que todos soltem os cachos, e quanto mais volume melhor. Ah, pelo quadro “Íntimas da Ray”, dá para conhecer a história de muitas outras pessoas que resolveram não mais esconder os espirais e ondas naturais lá no blog dela.

E essas quatro blogueiras continuam me influenciando, me ajudando a prosseguir com toda a história da transição. Não deixem de dar uma visitada no blog delas. Aposto que vão gostar! Ah, logo trarei umas surpresas sobre a séries de postagens da minha transição! Até mais e fiquem atentos! 😉

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