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#celebrar2: Beyoncé, AFROntamento e Representatividade!

Oi, tudo bem com você? Espero que sim!!!

No dia 06/02, a Beyoncé derrubou todos os forninhos possíveis lançando um videoclipe surpresa.  Não teve carnaval nenhum que segurasse a euforia causada pela nova canção da texana chamanda “Formation”! E é isso que celebraremos aqui hoje! Mas antes de continuar o texto, vamos assistir o clipe. Aperta logo esse play!

Há seis dias, o primeiro single desde o último trabalho da Beyoncé em 2014 foi colocado no ar sem avisos prévios e, por consequência, enlouqueceu a internet. Porém, mais que as coreografias e o ritmo contagiante, marcas registradas da cantora, “Formation” causou euforia dentro e fora da internet por não ser feita só para dançar.

Tanto a letra, quanto o videoclipe da canção carregam referências da história e identidade da comunidade negra nos EUA. De uma só vez, Beyoncé falou sobre violência policial, de suas origens, valorizou a estética negra e homenageou aos Panteras Negras* e a Michael Jackson*. E isso num momento muito oportuno, visto que Fevereiro é o Black History Month (mês da história negra) por lá. Continuar lendo

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Playlist para a sexta-feira!

Olá pessoas! Como já tem um tempinho que eu não faço playlist (vem escutar as outras aqui! 😉 ) por aqui, eu resolvi mostrar a vocês as canções que conheci nesse meio tempo. E ah, como hoje é sexta-feira, não escolhi nada muito calminho, ok? Bem, vamos dar uma olhadinha. Digo, uma “escutadinha”. 😉

Boa noite – Karol Conká : Eu já citei a Karol aqui no último post. Ela é uma rapper curitibana que em suas letras fala muito  de feminismo e preconceito, de um modo que ao mesmo tempo em que é leve coloca o dedo na ferida. Acho que o que fez eu me apaixonar pelo trabalho dela foi também a mistura de vários ritmos. Isso tudo deu em seu último álbum, o Batuk Freak.

Guerreira – Pearls Negras : Esse aqui é um trio de rap formado pela  Alice Coelho, 17, Mariana Feitosa e Jennifer Loiola, 16, que se conheceram pelo projeto “Nós do Morro” lá no Vidigal, Rio de Janeiro. Talvez você já tenha as visto numa propaganda recente da C&A. Mas enfim, o incrível dessas meninas é que em pouco tempo elas encantaram pessoas lá de fora, como do Reino Unido, e cada dia mais vem se destacando. Para conhecer melhor o trio é só buscar uma das várias entrevistas que elas já participaram (como essa aqui para a revista Tpm e essa para a Rolling Stones) ou entrar no soundcloud com as músicas dela . 😉

Raio Laser –  Cover de Pepeu Gomes por Vivendo do Ócio e Chay Suede: Eu tava de bobeira na internet e descobri esse cover aqui. Gostei muito. Ele foi gravado para o “Jardim de Inverno”, um canal lá no youtube onde o Chay Suede se encontra com vários outros artistas para cantaram juntos. Vale a pena dar uma olhadinha!

Can U Do This – Aloe Blacc: Você sabe quem é o Aloe Blacc. Foi ele quem cantou o hit “Wake me up” com Avicci. E essa é uma canção bastante animada do álbum “Lift you Spirit”, do ano passado. Ninguém fica parado com essa música, seja  sozinho no quarto ou não. 😉

Little Mix – Salute: e por fim o single da girl band britânica que se prepara para lançar seu novo álbum, de mesmo nome da música.

Espero que vocês tenham se animado com todo esse som! E me contem: o que vem escutando ultimamente? Até mais! 😉

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Transição capilar: 6 meses e identidade que se revela!

Hey, pessoal! Hoje eu vim aqui continuar com a série de postagens “Transição Capilar” (confira aqui os outros posts! 😉 ). Desde a última conversa com vocês muita coisa aconteceu e agora é momento de contar.

6 meses de transição maia vox

Bem, como o título já indica, minha transição completou seis meses! Num piscar de olhos já é meio de 2014 e nesse tempo pude acumular muita coisa boa com esse processo de transição. Mas algo precisa ser dito: Não foi fácil chegar aqui. Não é. Eu, pelo menos, não sofri nenhuma recaída com alisantes dessa vez, nem mesmo toquei na chapinha, mas isso não diz o quão complicado é enfrentar esse período de luta constante com a sociedade e, principalmente, de forte guerra interna.

Acho que entre o quarto e o quinto mês tive a época mais estressante da minha transição. Aquela euforia do início tinha se acalmado e outras situações surgiram. A dessa hora em especial era uma mistura de preguiça e desmotivação. Eu não queria mais saber de texturizar o cabelo com coquinhos todas às noites e a ansiedade de fazer o Big Chop (Grande Corte) latejava na mente. Mas dia vai, dia vem, notei que eu estava perdendo o controle sobre o motivo de ter começado a transição. Parei, pensei e vi que ainda não estava preparada o suficiente para o Big Chop e que importância da transição mora em aprender aos poucos a lidar com o cabelo natural, inclusive a amá-lo do jeito é, sem falsas expectativas. Porém, mesmo tendo recuperado toda essa significação do processo, ainda sim queria cortar o cabelo. Então, numa tarde de fim de semana, uma tesoura e um tiquinho de coragem, o fiz. Foram somente três dedos de cabelo, mas que ao mesmo tempo em que me livraram das pontas duplas me trouxeram um gostinho da liberdade de abandonar a química. Pronto, estava revigorada.

Outra coisa que ocorreu de lá para cá foi eu ter crescido demais em relação a minha identidade de mulher negra. Diante de fatos como a morte da Cláudia, a eleição da Lupita Nyong’o como a mulher mais bela do mundo pela revista People, a polêmica hashtag #somostodosmacacos e o 13 de Abril, eu entendi melhor quem eu sou, minhas lutas na sociedade e venho passando por um intenso processo de desconstrução e construção das ideias.

Além das discussões aqui dentro da minha casa sobre isso, algumas andanças na internet me fizeram e fazem enxergar melhor o preconceito velado no dia-a-dia e conhecer personalidades que me servem de inspiração para alcançar o que sonho apesar das adversidades.

Cacheadas in Love, Blogueiras Negras, Meninas Black Power, Indiretas Crespas, Pollyana Colona, Negahamburguer, Bredha Lima, Chimamanda Adichie, Janelle Monaé e Karol Conká. São apenas alguns nomes de comunidades na rede  e de mulheres negras que com seu trabalho me ajudam e ajudam a outras meninas e meninos negros a se enxergarem como tal e ter orgulho de quem somos no meio de um sistema que tenta embranquecer-nos a todo custo.

Como efeito disso tudo, não posso negar que minhas ações mudem e a partir disso aviso a vocês que com certeza o blog terá sua carga de influência desse meu crescimento. Vocês vão perceber.

Então é isso, galera! Quem aí também tá em transição? Espero muito ter ajudado! Um super abraço! 😉

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