0

Maia Vox TV: Hierarquização dos tipos de cabelo e frustração!

Oi, gente, tudo bem com vocês? Eu espero que sim!

É com muita alegria que apresento hoje para vocês o primeiro vídeo da série (Des)Enrolando, que foi pensada para avançar no tema empoderamento através da estética, algo que tanto converso com vocês por aqui.

capa desenrolando 1

Continuar lendo

Anúncios
3

Maia Vox TV: Tag Blogueiras Negras!

Oi, gente tudo bem com vocês? Eu realmente espero que sim! 😉

Sei que estou em falta com vocês, mas nesses últimos dias eu estava meio desanimada com o blog e vivendo só de procrastinação. Entretanto, já estou me sentindo melhor, me organizei e já tem conteúdo novo para vocês!

Já se sentiu desanimdx em continuar a escrever também? Conheça o projeto Blogueirxs Empoderadxs!

flowRoot3906.pngNo vídeo de hoje eu respondi à tag Blogueiras Negras criada pela Regianne Rosa do Coisas de Preta. Essa tag tem 11 perguntas, as quais estarão listadas a seguir. Continuar lendo

2

Maia Vox TV: 5 coisas que aprendi em 2 anos de cabelo natural!

Clu

Oi gente, tudo bem com vocês? Eu espero que sim! 😉

flowRoot3015-4.png

Como eu avisei aqui na semana passada há duas semanas, no vídeo de reativação do Maia Vox TV, finalmente chegou o vídeo em que divido com vocês 5 coisas que aprendi em 2 anos de cabelo natural.

Clique aqui para conferir a série sobre Transição Capilar no blog!

Quem acompanha o blog há um tempinho sabe que escrevi bastante sobre minha transição capilar. Faltava apenas falar sobre o que aconteceu depois desse processo todo. Pretendo ainda compartilhar mais dicas e descobertas dessa vida de cabelo natural.

Por enquanto, vamos lá conferir o último vídeo!

Confira aqui o post sobre Cronograma Capilar!

Vídeo sobre Big Chop!

E aí, o que achou do vídeo? Já passou pela transição capilar? Como você cuida do seu cabelo! Deixe sua opinião aqui nos comentários! E ah, não se esqueça de se inscrever para não perder nenhuma atualização! 

Também compartilhe e acompanhe nas redes sociais! Um abraço e até mais! 😉

              FACEBOOK| INSTAGRAM | INSTAGRAM 
                 TWITTER | PINTEREST | YOUTUBE 

quem sou mari gomes autor

0

#celebrar11: Encontro de Crespxs e Cacheadxs de Aracaju!

Oi, gente! Tudo bem com vocês? Eu espero que sim! 😉

Por motivos mais que especiais o blog começa esta semana celebrando o Encontro de Crespxs e Cacheadxs de Aracaju, que aconteceu no último domingo na Praça da Sementeira. ❤

foto 13

Confira aqui a sessão de posts “Celebrar”.

O tema dessa edição do encontro foi “AFROntando o Racismo”, em que se discutiu não só a jornada capilar de cada participante do evento, mas também como suas experiências se relacionavam com o racismo. A oportunidade ainda serviu para conversar sobre estratégias de luta contra esse problema social.

Leia aqui todos os textos sobre Racismo no blog!

foto 2foto 4foto 1

Para completar ainda teve afroempreendedorismo, feirinha de trocas, contos africanos, oficina de turbantes e bastante música.

Ah, os looks dos participantes foram um show a parte! Da raiz do cabelo às pontas dos pés tudo ali representava aceitação e identidade. Parecia que eu estava num festival de música como o AfroPunk!

Já conhece o AfroPunk? Ele não é apenas um festival, mas também um movimento. Clique aqui e leia o post no blog!

Clique sobre as fotos para vê-las ampliadas.

Essa foi a primeira vez que fui a um encontro do tipo. Saí de lá ultra renovada e fortalecida. Espaços como esses são preciosos, porque amplificam a voz de quem muitas vezes é silenciadx. Por isso, recomendo a quem nunca foi a um evento assim, participe!

Clique sobre as fotos para vê-las ampliadas.

Procure saber de coletivos em sua cidade que organizam esses momentos. Grupos nas redes sociais, como o Crespxs e Cacheadxs de Aracaju, são um bom começo. E se não tiver, por que não juntar uma galera e fazer um movimento assim? Pode ter certeza de que o tombamento vai ser forte!

E aí, o que achou? Já foi a algum encontro desses? Por sinal, você aí estava lá nesse último domingo? Deixe nos comentários! Também acompanhe o blog pelas redes sociais e compartilhe o post com xs amigxs! Um super abraço e até mais! 😉

              FACEBOOK| INSTAGRAM | INSTAGRAM 
                 TWITTER | PINTEREST | YOUTUBE 

quem sou mari gomes autor

2

#Celebrar9: Crespas e coloridas!

Oi, tudo bem com você? Eu espero que sim!

Voltei gente! Foi mal pela falta de posts na última semana, mas às vezes a vida acontece e eu preciso aproveitar um tempo fora da internet, até mesmo para ter o que conversar com vocês aqui.

Depois de todas essas desculpas, esfarrapadas ou não, vamos ao que interessa que são cabelos crespos e cacheados coloridos. Entre muitos dos estigmas que existem sobre nossos cabelos enrolados um deles é que não podemos abusar de cores como o loiro, muito menos de tons vibrantes como verde, azul, rosa e o que tiver mais no arco-íris.

tumblr_lzys9dfix21qg5t77o1_500

Rindo de quem disse que não podemos pintar nossos cabelos como quisermos. Imagem: Reprodução.

Felizmente, a cada dia mais nesse processo de aceitação dos nossos crespos e cachos, muita gente vem provando o contrário. Loiro? Já dominamos há bastante tempo. Arco-íris: Porque não?

tumblr_lwgcajzp8y1r2l73so1_500

Imagem: Reprodução.

Por eu estar pensando seriamente em tingir meus fios, procuro muitas fotos de cabelos crespos coloridos. Por isso vou compartilhar com vocês cinco contas no Instagram que inspiram muito. Quem sabe você também não pense em mudar de cor? 😉 Continuar lendo

0

#empoderar9: Significado dos turbantes e mais umas verdades sobre apropriação cultural!

Oi, tudo bem com você? Espero que sim!

Ontem eu assisti a uma palestra maravilhosa e transformadora sobre feminismo negro, produzida pelo Desabafo Social, o Escambo de Ideias #3. Na discussão falou-se sobre estratégias de luta contra o sexismo e o racismo. Uma das palestrantes era a Joice Berth, arquiteta e militante do movimento negro, e no meio da conversa ela estabeleceu a diferença entre fortalecimento e empoderamento. Segundo ela fortalecimento está ligado à estética, a abraçar suas raízes, como por exemplo, abandonar os alisamentos e usar os cabelos crespos e cacheados naturalmente. Já empoderamento é ter conhecimento sobre sua ancestralidade e da estrutura do sistema racista e através desse saber, construir defesas contra as opressões que lhe acometem. Se você não conferiu ontem, confira neste link aqui. Vale muito à pena!

12821356_962682803809907_4260892254130489363_n

“Nem sempre quem está fortalecido está empoderado.” Com isso em mente, hoje então é dia de entender o significado dos turbantes para a cultura afro-brasileira. Além disso, vim discutir mais uma vez apropriação cultural, porque enquanto fazia as pesquisas para esse post, lendo outros textos, muitos comentários referentes a eles eram justificativas esfarrapadas sobre utilização de materiais de outros povos e culturas. E não, não podemos viver cheios de disse-me-disse!

Leia aqui os textos no blog sobre “Transição Capilar”!

Sobre turbantes!

Os turbantes são elementos que caminham por vários povos, de norte a sul, de leste a oeste. Persas, árabes, indianos e africanos são alguns deles. Também conhecido como Ojá na África Negra, sendo utilizado em instrumentos musicais, roupas e até mesmo para as mães carregarem suas crianças, ele desempenha papéis de classificação social, religião e vestuário. 

d822120e156638e5749cc71c8979f185

Imagem: Reprodução.

Aqui no Brasil, influenciado pela cultura africana, o turbante é uma das inúmeras peças que compõem as baianas, figura típica do nosso país que remetem às mucamas na época da escravidão, mas que também participam das religiões afro-brasileiras, como o candomblé. E por falar nas religiões nascidas aqui, a umbanda e o xangô também incorporaram o turbante.

Com o crescimento do movimento negro na década de 60 nos Estados Unidos, os turbantes, assim como outros elementos da cultura africana, foram colocados como símbolo de resistência à segregação racial que o país enfrentava. Hoje, um movimento que lá clama pela mesma ideia é o Afropunk, que envolve música, transgressão e identidade. 

Conheça o movimento AfroPunk neste post do blog!

Aqui no Brasil, o movimento negro também trouxe esse ideal de identificação com o continente africano por meio da estética. No presente, a internet tem sido um grande divulgador desses elementos, tendo a aceitação do cabelo como maior ponto de partida e os turbantes como ato de afirmação identitária.

flowRoot4007-1

Alguns trajes maravilhosos do no festival de música do AfroPunk.

Entretanto, assim como aconteceu na década de 20 e 30, com estilistas como Paul Poiret e Coco Chanel, a indústria de moda atual encontrou nos turbantes uma fonte de consumo e através de sua produção em massa, os significados, sobretudo os de influência africana, estão sendo distorcidos, causando o que conhecemos como Apropriação Cultural. Continuar lendo

0

#celebrar7: Devaneios de beleza.

Oi, tudo bem com você? Espero que sim! 😉

Eu passei horas a fio pensando no que escrever nesse post de hoje. Mesmo tendo um banco de ideias senti ainda não era o dia para nenhuma delas. Resolvi então divagar, coisa que mais faço nessa vida.

giphy12

Imagem: Reprodução.

Vamos falar sobre beleza. Nesses dias me peguei remoendo uma lembrança sobre o assunto: quando eu era mais nova e as meninas começaram a se atrair por artistas e celebridades eu ainda não tinha formado o meu ideal de beleza. Eis aqui um diálogo comum da época:

Alguém – Você acha Brad Pitt bonito?

Eu – Não.

Alguém – E o Zac Efron?

Eu – Também não.

Alguém – Mas olha só esse olho azul, essa pele clara, esse cabelo loi…

Eu – Ainda não.

Custei a achá-los bonitos. Tudo porque apesar de bonito e feio existirem em meu vocabulário essas não eram palavras que eu atribuía a pessoas. Sério, eu simplesmente não conseguia! Na ingenuidade do mundo todo para mim só existiam… pessoas. Não haviam me contado que beleza é uma construção social.

O negócio é que insistiram tanto em me convencer que aquilo (olho azul, pele clara, cabelo loiro) era bonito e tudo ao contrário, não que para minha desgraça implantaram essa ideia no meu inconsciente. Dali em diante foi um processo de negação hardcore de mim mesma. De sempre olhar no espelho e ver que eu era o revés do supostamente lindo, comecei a não gostar de mim. Fui então, por conveniência, de uma criança tagarela e amostrada para uma calada e observadora.

Hoje, com aquela história toda da aceitação que já contei aqui umas mil vezes e continuarei a contar, ser calada e observadora já não me é problema, pois não guardo mais emoções e aprendo muito com isso. Sou convicta que cada um nesse planeta guarda algum tipo de beleza, nem sempre visível aos olhos. Entretanto uma coisa é certa: até esse estágio de certeza minha essência de faladeira e exibida foi massacrada. Ok, eu sei que com o passar dos anos eu mudaria e assim foi! Mas percebe o perigo no que me aconteceu? Eu mudei minha forma de pensar sobre os outros e sobre mim por pura padronização. E só para reforçar, soletrarei: M-a-s-s-a-c-r-e.

Descubra em outros textos aqui no blog o que aceitação e autoestima tem a ver com a transição capilar.

E hoje o post poderia partir para um lado de sérias reivindicações como geralmente faço aqui nas quartas-feiras, dia do empoderamento no blog, porém agora é hora de desabafo e, mais ainda, de celebrar.

Confira aqui os textos do blog que mais emanam poder!

Celebrar o que é diferente no físico, no psicológico, no modo de viver e na maneira de enxergar o mundo. Não se preocupe, muito mais do que inventam, sair do roteiro não é um problema. Geralmente é até melhor porque as surpresas levam aos improvisos e estes levam à superação e à diversão. Além do mais, beleza não é uma obrigação, mas isso é tema para outro post. E por favor, não tente empurrar padrões para os outros. Não adianta aplicar as regras da felicidade somente para amaciar nosso ego.

Por hoje era apenas isso. Um bom e leve fim de semana para você! Sinta-se mais que à vontade para me contar nos comentários o que você acha bonito e o porquê, ok? Adoraria saber!

Se gostou do post, compartilha com o mundo, de papagaio a falsianes. Se não gostou, também. Eu sei que você é legal! E sabe, tem umas redes sociais aí em baixo para a gente conversar sempre que quisermos. Abraços e até mais! 😉

              FACEBOOK| INSTAGRAM | INSTAGRAM 
                 TWITTER | PINTEREST | YOUTUBE 

quem sou mari gomes autor