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Maia Vox TV: Hierarquização dos tipos de cabelo e frustração!

Oi, gente, tudo bem com vocês? Eu espero que sim!

É com muita alegria que apresento hoje para vocês o primeiro vídeo da série (Des)Enrolando, que foi pensada para avançar no tema empoderamento através da estética, algo que tanto converso com vocês por aqui.

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Nesse primeiro momento falei sobre a hierarquização dos tipos de cabelo. Se você aí já passou pela transição capilar deve conhecer muito bem esta lista:

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Imagem: Reprodução.

Por que o número 1 é o liso e o 4 é o crespo? Foi baseado nessa pergunta que o vídeo se encaminhou neste sábado. Para acabar com a ansiedade, te convido agora a fazer as honras e apertar o play! Se joga, monamu!

E aí, o que achou do vídeo? Já tinha ligado os pontos que começam na transição capilar e atravessam o racismo? Qual sua opinião? Não deixe de comentar porque vou adorar ler o que você tem a dizer!

Confira também aqui a série de posts sobre transição capilar no Maia Vox, que vão desde a minha decisão em usar o cabelo natural.

E aqui está o texto sobre a política de embraquecimento no nosso país. Assustador pensar que algo como isso tenha ocorrido há pouco tempo, não? Por isso, temos tanto ainda a lutar! Não deixe de ler para continuar seu empoderamento!

Ah, sabe o que seria maravilhoso também? Compartilhar esse vídeo nas suas redes sociais! Quem sabe sua prima não esteja buscando inspirações para continuar na transição e esse vídeo seja o que ela precisa? Ou esse seja o novo debate entre você e seu amigo problematizador de plantão? É só seguir o blog nas redes sociais para não perder nadica de nada!

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No mais, um super abraço e até segunda-feira para mais um post da seção “Distrair”! Estou preparando algo novo para o começo da nossa semana! Até mais!😉

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#celebrar13: BET Awards 2016!

Oi, tudo bem com você? Eu espero que sim!😉

Para o décima-terceira post da categoria “Celebrar” aqui do blog, vamos falar sobre o BET Awards!

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O BET Awards é uma premiação criada pela Black Entertainment Television, que acontece desde 2001 para premiar afro-americanos do mundo do entretenimento, desde a música até os esportes.

Confira aqui todos os posts da seção Celebrar!

A noite do dia 26 de Junho já começou em grande estilo com a perfomance surpresa de Queen B e Kendric Lamar da canção Freedom, do Lemonade, último álbum da Beyoncé.

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Freedom é uma das músicas mais fortes do Lemonade, fazendo menções a cantigas que guiavam homens e mulheres escravizados à liberdade, trechos do rapper Tupac Shakur e tratando de como a violência à juventude negra corrói a alma das mulheres negras.

Recomendado – #empoderar11: Se Lemonade fosse gravado no Brasil!

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Além disso, o ponto alto da noite ficou com os tributos a Prince, falecido em Abril deste ano, com destaque para as apresentações de Janelle Monáe e Jennifer Hudson.

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Assistindo a trechos do BET pelo site da televisão (aqui), percebi que essa é a melhor plateia ever de premiaçãoes, pois vibra com cada nomeado e premiado da noite, já que antes de tudo aquelas são vitórias para toda uma comunidade.

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Mas BET não é apenas sobre celebrar a comunidade negra estadunidense. É também palco para problematizar questões que atacam a mesma, como bem lembrou Jesse Williams, ator de Grey’s Anathomy e ganhador do Prêmio Humanitário.

Em seu discurso emocionante ele falou sobre a importância de reconhecer o trabalho de mulheres negras, relembrou o assassinato aos 12 anos(!) do adolescente Tamyr Rice pela polícia racista e ainda mandou um recado para quem critica a resistência da população negra contra todas as agressões com um belo “Senta lá, Cláudia”.

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“Só porque somos mágicos não significa que não somos reais.” Jesse Williams

E como muito dos problemas de lá também acontecem por essas bandas, fica a pergunta: o que você faz ou deixa de fazer para não reproduzir o racismo?

Não adianta só consumir a produção de artistas negros. Sabe aquela piada racista que deixamos passar? A frase embranquecedora que usou para silenciar experiências alheias, lembra?  E o fingir que não viu o assédio ao jovem negro? Pois é, enquanto continuarmos a propagar a estrutura racista, comprar CD nenhum da Queen B ou da Karol Conká, assistir Grey’s Anathomy da Shonda Rhimes ou uma das produções de Lázaro Ramos, aplaudir qualquer esportista negro, seja Michael Jordan ou Neymar, nada disso adiantará.

So don’t matter how much I say I like to preach with the Panthers
Or tell Georgia State “Marcus Garvey got all the answers”
Or try to celebrate February like it’s my B-Day
Or eat watermelon, chicken, and Kool-Aid on weekdays
Or jump high enough to get Michael Jordan endorsements
Or watch BET cause urban support is important
So why did I weep when Trayvon Martin was in the street when gang banging make me kill a nigga blacker than me?
Hypocrite!

Então, não importa o quanto eu digo que gosto de orar com os Panteras
Ou diga ao Estado da Georgia “Marcus Garvey tinha todas as respostas”
Ou tente celebrar Fevereiro como se fosse meu aniversário
Ou coma melancia, frango e Kool-Aid nos fins de semanas
Ou pule alto o suficiente para endossar Michael Jordan
Ou assista BET porque suporte à comunidade é importante
Então por que eu chorei quando Travyon Marting estava na rua quando uma gangue me fez matar um homem mais preto que eu?
Hipócrita!
The Blacker The Berry – Kendrick Lamar

Recomendado – #empoderar10: Gostar de uma cantora negra não te faz menos racista!


E aí, o que achou deste post? Não deixe de compartilhar sua opinião nos comentários. É logo abaixo! Acompanhe também o Maia Vox pelas redes sociais. Não esqueça de compartilhar o texto de hoje com xs amigxs, beleza?!

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E ah, AMANHÃ tem novidade lá no canal do blog (inscreva-se aqui)!!! É o início da série de vídeos (Des)Enrolando! Mais informações neste post e aqui no evento! Um abraço e até mais!

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Maia Vox TV: Série (Des)enrolando!

Oi, gente! Tudo bem com vocês? Eu espero que sim!😉

O post de hoje vai ser um pouco diferente do que acontece aqui nas quartas-feiras, mas é por um bom motivo! Vim avisar a vocês sobre o começo da série (Des)Enrolando lá no canal do blog (inscreva-se aqui).❤

A série (Des)Enrolando é para avançar  com vocês na conversa sobre transição capilar e empoderamento, que tanto falo por aqui. Caso ainda não tenha lido nenhum dos post sobre transição aqui no blog, é só clicar aqui para já ir se inteirando sobre o assunto.

A série acontecerá todos os fins de semana de Julho no Maia Vox TV (inscreva-se aqui), aos sábados. De 02/07 a 30/07 conversaremos sobre estética e empoderamento por meio da transição capilar, tocando em assuntos como hierarquização dos tipos de cabelo, cotidiano de cuidados com o cabelo crespo e cacheado em casa e como persistir na transição capilar.

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E como acabaram de ver na programação, o fechamento da série acontecerá com um Google Hangout, ou seja, uma transmissão ao vivo via Youtube, e para isso eu convidei gente que entende bem do assunto abordado no (Des)Enrolando: Thaty Meneses, educadora social, mestre de cerimônias e militante da UNEGRO, Nathaly Daianne, minha amiga pessoal e que passou pelo Grande Corte duas vezes, e  Rouseanny Alves, uma das idealizadoras do projeto Por Mais Turbantes Nas Ruas.

Com elas debateremos na noite do dia 30/07 sobre o ato político que é usar o cabelo crespo/cacheado e o mito da feminilidade exclusiva para cabelos longos, conectando com os temas que já terão acontecido no canal.

Gostou da novidade? Para isso tudo acontecer é necessária a sua participação! Por isso não deixe de se inscrever no canal do blog (aqui) para não perder nenhum dos vídeos da série, além do Hangout. Também acompanhe o blog pelas redes sociais, sobretudo no e participe do evento no Facebook da série, para não perder as atualizações sobre o projeto.

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#distrair13: 4 filmes para assistir e conhecer o Afroflix!

Oi, tudo bem com vocês? Eu espero que sim!😉

Como prometi no último post aqui do blog, estou me organizando para que esse espaço não fique tão desatualizado. E já que em muitos lugares do país o frio bate à porta, nada melhor do que passar os dias mais chuvosos debaixo de uma coberta assistindo um bom filme.❤

Último post: Maia Vox TV – Tag Blogueiras Negras.

Pensando nisso selecionei alguns filmes que já assisti e estão disponíveis no Afroflix. Você não está lendo errado, não é a Netflix.

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Imagem: Reprodução Afroflix.

Afroflix é uma iniciativa brasileira e independente que promove a visibilidade negra no audiovisual. Diferente da irmã gringa, todo o conteúdo é distribuído gratuitamente e cada obra ali foi escrita, dirigida, produzida ou protagonizada por uma pessoa negra.

Além disso, o Afroflix conta com seis mulheres negras entre os idealizadores: a diretora Yasmin Thayná, a jornalista Silvana Bahia, a desenvolvedora e UX designer Steffania Paola, a designer Bruna Souza e as pesquisadoras Monique Rocco e Erika Candido.❤ Todo esse esforço para quebrar o ciclo da má representatividade da pessoa negra nas produções aqui do Brasil.

Pesquisa realizada pelo Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (Gemaa), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, revela baixa participação de mulheres e negros nas funções de atuação, direção e roteirização de produções do cinema brasileiro que tiveram maior bilheteria entre 2002 e 2012: 84% dos diretores eram homens de cor branca, 13% mulheres brancas, apenas 2% eram homens negros e não havia, entre os pesquisados, nenhuma mulher negra.

Fonte: Afroflix: plataforma gratuita dá visibilidade a produções de pessoas negras, Empresa Brasil de Comunicação.

A plataforma é colaborativa, o que significa que qualquer obra – entre curtas, longas, séries, documentários, vlogs e clipes – pode fazer parte do catálogo, inclusive obras estrangeiras, desde que respeite os termos de uso do site. É só se cadastrar ou indicar algum trabalho pelo formulário disponível.

E sem mais delongas, estão aqui as quatro produções que recomendo hoje para você!

Elekô:

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Elekô era o nome de uma sociedade secreta de mulheres guerreiras africanas que tinha como líder, Obá. Poesia pura em forma de vídeo sobre o que é ser mulher, preta e brasileira.

Sinopse: Um fio de poesia vermelha conduzindo a experiência audiovisual de fazer-se e afirmar-se na loucura das condições de ser negra e mulher. Olhando a história a partir do porto, reconhecer e afirmar as potências e a beleza. Parir do próprio sofrimento um horizonte de liberdade, apoio e colaboração. Encontrar na presença de outras mulheres a força do feminino e o sagrado sentido de ser, até poder celebrar a vida, em fêmea comunhão e sociedade.

Mwany:

mwany

Uma história linda sobre a Sónia, moçambicana que se mudou para o Brasil.

Sinopse: Todo coração é uma nação. Mwany (lê-se Muani) é um retrato poético de uma mulher e seu país em uma terra estrangeira.

O lado de cima da cabeça:

o lado de cima da cabeça

Mais que recomendado para quem passou, passa ou pensa em passar pela transição capilar.

Sinopse: Esse documentário tem como intuito refletir sobre os conceitos pré-estabelecidos pela sociedade acerca da estética capilar negra.

Confira aqui todos os posts sobre Transição Capilar do blog!

25 de julho – O Feminismo Negro contado em primeira pessoa:

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Lugar de fala para quem é de fala. Conta com a participação de diferentes mulheres negras em diversas posições da sociedade, mas juntas num mesmo propósito.

 

 

Sinopse: O filme surge por conta da curiosa situação de existir uma data tão significativa para as mulheres, em nosso contexto político social, o 25 de julho e mesmo assim o dia 8 de março ainda é mais reconhecido e comemorado por nossas guerreiras terceiro-mundistas. Assim o documentarista Avelino Regicida, junto com a Do Morro Produções lança em 2013 a proposta de desenvolver um documentário/pesquisa que trate sobre a data e diversas questões que a cercam.

Recomendado aqui no blog: 6 mulheres negras  da nossa história: Aqualtune, Dandara, Tereza de Benguela, Luiza Mahin e Lélia González!

*Todas as imagens dos filmes nesse post são capturas de tela dos respectivos e pertencem aos seus criadores.

E aí, qual é o filme que você vai assistir primeiro? Já conhecia a iniciativa? Quais outras obras você indica? Deixe sua opinião nos comentários.

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Compartilhe esse post nas redes socias com xs amigxs fãs de cinema e, é claro, não deixe de acompanhar o blog para mais novidades do tipo. Um super abraço e até mais, na quarta-feira!

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Maia Vox TV: Tag Blogueiras Negras!

Oi, gente tudo bem com vocês? Eu realmente espero que sim!😉

Sei que estou em falta com vocês, mas nesses últimos dias eu estava meio desanimada com o blog e vivendo só de procrastinação. Entretanto, já estou me sentindo melhor, me organizei e já tem conteúdo novo para vocês!

Já se sentiu desanimdx em continuar a escrever também? Conheça o projeto Blogueirxs Empoderadxs!

flowRoot3906.pngNo vídeo de hoje eu respondi à tag Blogueiras Negras criada pela Regianne Rosa do Coisas de Preta. Essa tag tem 11 perguntas, as quais estarão listadas a seguir.

Antes disso queria avisar vocês que nesse mês de Julho o Maia Vox TV terá uma série de vídeos – ainda sem nome hehe – só sobre cabelos crespos. Vou avançar com vocês nesse tema que tanto falo por aqui, dividindo não apenas dicas que uso, mas também conversar temas além da estética dos nossos cabelos naturais. Assistam depois o trailer do canal (aqui) porque expliquei mais sobre isso.

Agora sim, vamos para o vídeo de hoje!

Blogueiras que escolhi para a Tag! Conheça o trabalho delas!

As perguntas:

  1. Nome completo e nome do seu canal/blog.
  2. A quanto tempo é blogueira e/ou youtuber?
  3. Você acredita que as blogueiras negras encontram mais dificuldades em serem blogueiras ou se estabelecer como tal?
  4. O que você acha das blogueiras negras brasileiras?
  5. Você segue alguma blogueira negra estrangeira?
  6. Quais as principais diferenças que você vê entre as blogueiras negras brasileiras e estrangeiras?
  7.  Você acredita que algum dia as blogueiras negras brasileiras serão valorizadas?
  8. Você acha que as blogueiras negras brasileiras deveriam se unir? Se sim, com qual finalidade?
  9.  O que você gostaria que fosse diferente na realidade das blogueiras negras brasileiras?
  10.  Cite três de suas blogueiras negras brasileiras preferidas e o porquê.
  11. Você se vê fazendo esse trabalho por muito mais tempo? Como você acha que seu canal estará daqui há um ano?

E aí, o que achou do vídeo? Deixe sua opinião nos comentários! Se você for uma blogueira negra e eu não chamei para a tag sinta-se mais do que à vontade de responder também essas perguntas. Vamos nos conhecer!

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E ah, fiquem ligados nas redes sociais para ver as notícias sobre a nova série do Maia Vox TV e a publicação dos novos textos. Tenham um ótimo fim de semana!❤ Abraços e até mais!

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#celebrar12: Projeto Blogueirxs Empoderadxs!

E-m-p-o-d-e-r-a-r. Essa palavra já está no seu vocabulário? Eu tenho que confessar que a amo demais. E o que é empoderamento para você? Para mim empoderamento é buscar entender o mundo à sua volta, permitindo-se a aprender sempre e poder passar isso para frente.

Confira aqui todos os posts da tag #EMPODERAR daqui do blog!

Eu sei que nem sempre é fácil continuar a escrever quando parece que ninguém está a fim de ler seus textos – ainda mais quando falamos sobre polêmicas, ou então recebemos uma crítica negativa e nem um pouco construtiva. Mas sei também o quão libertador a escrita pode ser. E se você aí tem um blog e já passou por isso quero lhe fazer um convite!

Eu, Mari Gomes, acabei de criar um grupo chamado Blogueirxs Empoderadxs. Eu não sei você, mas de vez em quando sinto a falta de interação entre blogueirxs além da divulgação de nossos trabalhos. Ter alguém para dividir nossos pensamentos nessa jornada pode ser a diferença entre continuar a escrever ou simplesmente parar. 

Blogueirxs Empoderadxs é um grupo para promover a interação entre blogueirxs que acreditam que produzir conteúdo é uma via de mão dupla e que representatividade e respeito fazem parte do caminho. Um time formado por gente que através de seus conteúdos buscam empoderar a si mesmxs e a seus públicos. Criadores de conteúdos que levantam a voz contra injustiças, esteriótipos e padrões.

Blogueirxs Empoderadxs é um espaço não só para divulgação de nossos trabalhos, mas também para discutirmos sobre nossos projetos e nos ajudarmos mutuamente, seja compartilhando informações e dicas de como acontecer na blogosfera, opinando na produção dxs colegas ou formando parcerias. Ou seja, é oportunidade de interação além-mar cibernético.

E se você aí está precisando de uma mãozinha ou uma palavra de incentivo para continuar a escrever e se compromete a agregar valor na experiência de cada um de seus leitores, sinta-se mais que convidadx a particpar do Blogueirxs Empoderadxs!❤

E como funciona?

São dois tipos de interação iniciais: uma através do Facebook, uma ótima opção para compartilhamos materiais que podem ajudar a todxs participantes, e outra pelo WhatsApp, que por ser mais dinâmico vai ser ótimo para nos conhecermos.

E como faz para entrar?

Para ter acesso ao grupo no Facebook é só clicar neste link ou procurar por Blogueirxs Empoderadxs e pedir a solicitação de entrada que logo você será bem recibidx!

Já para acessar o grupo no WhatsApp:

  • Você pode deixar seu número nos comentários deste post que lhe adicionaremos. Não esqueça o DDD!
  • Através do grupo do Facebook, no post voltado para o grupo no WhatsApp.
  • E ainda através de uma mensagem pela Fan Page do blog (curta a nossa página) ou na página de Contatos daqui do blog com seu nome, seu blog e seu telefone. 

Além disso tudo vão acontecer vários projetos de parceria entre nossos blogs. O calendário será disponibilizado em breve aqui no blog! Então, apareça por lá e não deixe de chamar outrxs blogueirxs que você admira para o nosso grupo.

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Vamos nos ajudar!

Espero por você! Não deixe de comentar e entrar no nosso grupo! E é claro, de acompanhar o Maia Vox pelas redes sociais. Todas as novidades do Bloguerixs Empoderadxs e do blog saem primeiro lá! Um abraço e até mais!😉

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#empoderar13: Não somos iguais! E isso também não é um problema!

Imagem: Metro, de Nicolas Winspeare

Imagem: Metro, de Nicolas Winspeare. Creative Commons.

Como já discutido num post anterior (aqui), sororidade é a irmandade entre mulheres, um exercício de empatia. E a conversa sobre empatia, da importância de se colocar no lugar do outro está em alta. Entretanto, na prática, por melhores que sejam as intenções, acabamos por impor nosso olhar sobre as experiências alheias e assim, agindo completamente diferente do que pregamos.

Eu percebi isso durante algumas conversas sobre feminismo, já que estamos falando de sororidade, em que acusaram vertentes como o feminismo negro de serem desnecessariamente segregacionistas, de enfraquecerem a luta e reforçar opressões.

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“Meus olhos reviraram tanto que vi meu cérebro”

Por mais legítimas que sejam as preocupações com a unidade do movimento, não podemos deixar a ingenuidade falar mais alto e desconsiderar as características e as experiências de outrem à nossa conveniência. É injusto com as pessoas ao nosso redor. É na verdade dizer que o motivo por um grupo ser marginalizado é a pura existência dele e não os longos processos de dominação. É desonesto de nossa parte não aceitar as opressões que cometemos por também sermos oprimidos. É, por fim, silenciador.

Para ilustrar de outra forma, tem esta frase que gosto bastante do sociólogo Boaventura de Souza:

Temos o direito de ser iguais quando a nossa diferença nos inferioriza; e temos o direito de ser diferentes quando a nossa igualdade nos descaracteriza. Daí a necessidade de uma igualdade que reconheça as diferenças e de uma diferença que não produza, alimente ou reproduza as desigualdades.

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QUE?

Essa frase pode ser complicada de entender no primeiro momento, mas vou te ajudar a desembaralhar. Antes de tudo, precisamos ter isto em mente:

  1. Não somos seres imparciais. Nossas vivências influenciam nossos modos de pensar e agir.
  2. Não colecionamos as mesmas experiências. Nem mesmo gêmeos, que crescem na mesma casa, estão sobre o mesmo toque de recolher e a mesma regra de guardar os brinquedos depois de usarem. Ainda assim, a forma com que lidam com as broncas se acumulam diferentemente em suas vidas.
  3. Uma comunidade é preenchida por individualidades. Pessoas que com suas características diversas procuram viver em harmonia.

O que Boaventura quer dizer é num mundo estruturado para diminuir uns sob outros baseados em suas características, precisamos lutar para estabelecer a igualdade. E num contexto em que suprimem nossas diferenças a ponto de não sabermos quem é quem, precisamos lutar para que as diferenças sejam reestabelecidas, porém nunca ao nível de inferiorizar o dessemelhante.

Além disso, percebi um certo medo de palavras, por pura falta de informação. Não precisamos temê-las, mas sim compreendê-las.

Digo isso porque vi muita gente fugindo da palavra discriminar. Saber que ela significa antes de tudo DISCERNIR, não diz que ignoro que sim, infelizmente, em alguns episódios históricos, justamente por segregarem, discriminarem, discernirem a ponto de inferiorizar, grupos foram e continuam sendo humilhados e massacrados.

Reconhecer nossas individualidades é necessário e honesto. Precisamos de recortes sim! Pois quanto uns forem beneficiados com a diminuição de outros por suas diferenças, ainda não viveremos em harmonia. É tudo uma questão de equilíbrio entre igualdade e respeito.

Então, como tarefa para casa, se uma mulher lhe acusar de machismo, uma pessoa negra, de racismo, um integrante da comunidade lgbt, de fobia, ao invés de atirar quatro – ou mais – pedras, pare, reflita e entenda as reclamações deles. Perceba seu lugar na sociedade. Garanto que não é tão difícil assim.😉

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R-E-S-P-E-I-T-O: leve isso para a vida!

E aí, se viu ou reconheceu alguém no texto? Deixe sua opinião nos comentários! E não deixe de compartilhar cazamiga, cazinimiga e com quem mais você acredita que pode se beneficiar dessa leitura! #EntendedoresEntederão.

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Não se esqueça de colar lá nas redes sociais do blog para essa e outras conversas! Até sexta-feira!😉

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