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Vamos comemorar: Playlist de 1 ano de cabelo natural!!!

Oi, gente! Tudo bem?

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Escrevo esse post extremamente feliz. A razão é que já se passou um ano inteirinho desde o big chop! Para aqueles que não sabem o que é ainda estão mais do que convidados a lerem a série sobre a de transição capilar bem aqui, mas adiantando “big chop” é um termo em inglês para o “grande corte” em remoção de toda química do cabelo.

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A maior lição tirada por mim dessa jornada é a de que não há nada que feito com carinho e dedicação que não se realize. Para isso precisamos de sinceridade, estudo e foco. Sinceridade para olharmos sem medo a situação atual e como queremos estar; estudo para não seguirmos por atalhos muitas vezes de arrependimento e foco para alcançar e continuarmos com as realizações.

Let's dance!

Let’s dance bae!

Em comemoração a um ano de cabelos totalmente livres, leves e soltos preparei uma playlist! Espero que ela, além de abrilhantar o cotidiano de cada um, também passe as melhores mensagens possíveis. ;)

“O Que Você Quer Saber de Verdade” – Marisa Monte

“Cores” – AnaVitória

“Best Be Believing” – AlunaGeorge

“Felling Myself” – Nicki Minaj ft. Beyoncé

“FourFiveSeconds” – Rihanna ft. Kanye West, Paul McCartney

"I'm feeling myself, feeling myself, I'm felling my..."

“I’m feeling myself, feeling myself, I’m felling my…”

Por hoje é só, mas não se preocupe que mais já está em preparo! Em breve sairá o vídeo em que falarei sobre o resultado das box braids – ou tranças rastafári – e alguns cuidados com os cachos. Abraços e até mais!

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Junho, um mês de representatividade?

Não sei o que acontece, mas junho tem se mostrado um mês para mudanças. Digo isso lembrando das ruas brasileiras lotadas em 2013. Coincidência ou não, nesse ano o mês trouxe algumas novidades bastante interessantes: tivemos direito a Rihanna estrelando campanha na Dior, aniversário da revista Elle BR com a campanha #vocênacapa, Beyoncé virando estudo em faculdade e barreiras de gênero atravessadas no desfile da Prada para o verão 2016. Caso você não estivesse na Terra por esses dias, chegou a hora de saber um pouco mais sobre esses eventos e o que eles tem em comum num mundo onde falta representatividade.

BLACK GIRL POWER
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Se existem duas cantoras que têm servido de empoderamento para as mulheres essas são Rihanna e Beyoncé. Esta tornou-se tema de estudo na Universidade de Waterloo, Canadá. Os alunos estudarão como o trabalho da Queen B vem se transformando num fenômeno social, tanto na visão feminista quanto na racial. Já aquela estrelou uma campanha na Dior e tornou-se a primeira embaixadora negra em quase 70 anos de história da grife. Numa entrevista à MTV, Riri contou como se sentiu lisonjeada, pois segundo ela, a marca francesa é sinônimo de beleza, elegância e atemporalidade.

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UM NOVO OLHAR NA MODA

Uma das razões que me motivaram a escrever esse post foi a publicação da edição de aniversário de 27 anos da Elle Brasil no mês passado. Gosto muito de pesquisar como anda a representatividade por aí, mas tenho certo receio em comentar aqui. Porém, quando eu olhei a capa espelhada da revista tive certeza que mudanças estão ocorrendo e que o debate deve ocorrer.

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Foto: Mari Gomes

Para minha surpresa, a essência da hashtag #vocênacapa, criada pela magazine para apostar na diversidade, não só apareceu em maio, como também permaneceu agora em junho. Dessa vez vieram três capas com belezas diferentes juntinhas. Essa parece ser felizmente a tendência para os próximos editoriais e matérias.

capas elle 2015 junho blog maia vox representatividade

Foto: Mari Gomes

Outra ação que chegou para abalar os conceitos no mundo da moda foi o último desfile da Prada, em Milão. Na ideia de transpor os limites de gênero e mostrar como eles se relacionam, a empresa de alta costura colocou na passarela do desfile masculino algumas mulheres. Assim, de certa forma, portas para nos perguntarmos até que ponto é válida essa distinção foram aberta.

Campanha Prada Pre-Fall 2015 (Foto: Divulgação)

Foto: Reprodução

Adendo: Enquanto terminava esse post os Estados Unidos aprovaram o casamento homossexual por todo o território. Prova de que o respeito precisa e pode prevalecer.

Potus

Pouco a pouco os mercados estão acordando e enxergando que diversidade é lucrativo. Apesar dos tantos discursos fechados e preconceituosos que vemos por aí, esses eventos nos mostram que aqueles que gritam por representatividade começaram a serem ouvidos. Mas ei, cuidado! Junho pode ter sido surpreendente, porém há muito ainda a se fazer.

Espero que tenham gostado. E qual a sua opinião sobre tudo isso? O que ainda pode ser feito? Respondam nos comentários! Até mais! ;)

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Sumiço, novidades e ENEM!

Sumiço novas enem

Oooi genteeee! Mil desculpas por ter desaparecido como se tivesse caído num buraco. Foi que desde a Páscoa, quando escrevi o último post, eu fiquei tão enrolada que não consegui dar conta do blog – como sempre.

Para me redimir fiz um vídeo contando tudo mais explicadinho. Então é só apertar o play e pode ter certeza que não tem só notícia ruim aí. Não esqueça de se inscrever no canal!

Ah, a lista de posts que prometi no vídeo é essa aqui. Espero que curtam! :)

Série sobre transição capilar ( vocês realmente gostaram disso, hein?!):

Cronograma capilar (ajuda mais que bem vinda)

Box braids ( melhores trancinhas):

5 cover de músicas famosas por cantores famosos (amo)

DIY Blusa de Margaridas ( a queridinha do Verão ft. Inverno)

Afropunk ( mais que uma peça de roupa)

Maior maquiadora do mundo!!!

E é isso! Vejo vocês em breve (férias do colégio chegando!!). Até mais! ;)

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Afro in punk: trangressão, música e identidade.

De vez em quando nos surpreendemos. Por exemplo, eu nunca pensei que box braids (tranças rastafáris – saiba mais aqui) teriam alguma ligação com a música punk. Mas para quase tudo nessa vida se aplica a história “surgiu antes de você”. Foi então que descobri o movimento AFROPUNK. Este estilo alternativo explica o porquê daquele meu exemplo e de tantas outra ligações inimagináveis existirem. Além do mais, por ter sido uma das revelações de 2014, ele merece estar hoje por aqui. Assim vai dar para vocês entenderem como tanta coisa se completa na onda que promete bastante também em 2015.

AFROPUNK CAPA

Quando o jeito transgressor de ser recebeu uma boa carga de inspiração étnica com a chegada de negros ao cenário punk, surgiu o afropunk. Provavelmente nascido no Brooklyn, ano passado o tal estilo foi 1) referência nas coleções de grifes como Balmain e Kenzo 2) tema de um editorial cheio de penteados fantásticos na Vogue US e 3) comprovado pelas cantoras FKA Twigs e Azealia Banks que essa tribo está em alta e não veio pra brincadeira.

colagem afro punk origem maia vox

Mas é como eu contei, tem sempre uma explicação para os fatos que acontecem hoje e o afropunk não cresceu repentinamente. Desde 2002, por exemplo, acontece em NY o Afro Punk Music Festival, onde pessoas se reúnem pra ouvir o que há de novo na black music, como também esbanjar suas produções fashionistas e gente, nunca vi algo do tipo. Praticamente vomitei arco-íris!

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Cada look naquele festival é um suspiro. E daqueles fortes pra ver se toda aquela exuberância se incorpora ao nosso ser. Seguindo a linha do “mais é mais”, é difícil não ficar de boca aberta com a extravagância tão bem entrelaçada entre correntes, creppers, listras pretas e brancas, maxióculos redondos, piercings… (respira)… moicanos, mechas coloridas, cocós, box braids, mais outros trocentos protective styles ( entenda o que são aqui) e, é claro, coturnos e estampas étnicas. E isso nem é tudo, pois como a Luiza Brasil escreveu em “AFROPUNK: CONHEÇA A TRIBO-HIT”, no blog Modices, essas só são as peças que mais se repetem nos looks.

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Se ainda não convenci vocês, olhem só esse vídeo. É muita energia pra um festival só! 

E para entrarem no ritmo de uma vez por todas, fiz uma playlist com artistas que já tocaram no Afro Punk Festival e outros que são representantes da nova geração.

Além desse envolvimento todo com a música, para entender o afropunk recomendo a vocês a assistirem o filme de mesmo nome, lançado em 2003. Ele é focado no estilo de vida de quatro pessoas totalmente entregues a esse universo e nos dá uma visão de como evoluiu todo o movimento. Vejam-no abaixo ou no canal do youtube do festival.

Muita coisa pra ler, escutar e assistir, né verdade? Haha. Fiquei empolgada com todo esse movimento, porque me identifiquei com ele e não foi pouco. As minhas roupas já andavam por esse universo sem eu saber. Mesmo sem ter vivenciado algo como aquele festival, senti-me em casa ao ver o que é do preto sendo valorizado, assim como toda gente preta. É tão revigorante ver que se pode passar dos limites da sociedade sem esquecer de onde se vêm. Melhor ainda com boa música.

E ai, gostou? Se sim, curta a postagem e qualquer dúvida ou opinião deixe nos comentários! Super beijos e até mais! ;)

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10 coisas que aprendi com Glee!!!

Oi galera, tudo bem?

glee

Nessa semana, exatamente no dia 20, foi exibido o último episódio de Glee! Foram ao todo seis temporadas conhecendo a história dos adolescentes mais peculiares do McKinley High School.

Entre altos e baixos, do jazz ao eletrônico, posso dizer que Glee me cativou por ter sido sempre tão variada, até mesmo nos personagens ( Mercedes  <3 Sue <3 Blaine <3 ) e nos temas abordados. Além do mais, durou por quase toda minha adolescência – o que é estranho perceber e falar.

O mais legal de Glee é que, gostando ou não, todo mundo que já assistiu pode dizer que aprendeu alguma coisa com os episódios repletos de performances musicais – Aff! Quantas saudades terei das coreografias repentinas nos corredores da escola de ensino médio…

         

Por conta disso tudo, listei 10 coisas que aprendis nesses seis anos ao lado do Mr. Schuester e o Novas Direções!

  • Não julgue os outros pelas primeiras impressões: a gente nunca sabe a história por trás só com uma olhada!

  • Ame quem você é: aprenda a se valorizar, porque existem características incríveis dentro de nós, sim.

  • Há sempre algo que podemos fazer pelo outro: de um conselho até arrecadar fundos, são inúmeras as formas de dar uma mãozinha a quem precisa.
  • Amizade é um dos maiores bens que existem: quando tudo que temos não parece suficiente, um ombro amigo preenche o que falta.

  • Podemos ser livres para amarmos a quem quisermos: toda forma de amor é válida e deve ser respeitada.

  • Por mais difíceis que sejam os desafios, nunca desista: se o desespero bater, lembre-se de que mudanças nos fazem melhor do que seríamos.

  • Nossas conquistas são mais que troféus: porque até chegar num reconhecimento vindo de fora, acreditar em si mesmo foi o primeiro passo.

  • Músicas são ótimas companheiras: elas sempre sabem o que dizer na hora certa.

  • Mesmo quando partem, não esquecemos algumas pessoas: e as melhores lembranças permanecem conosco.

  • Entregue-se a tudo que fizer.

“E isso foi o que você viu em GLEE!”

Quem aí também acompanhava e o que aprenderam? Quais séries vocês curtem? Deixem nos comentários! Um super beijo e até mais! ;)

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6 mulheres que revolucionaram o mundo da moda!

Reprodução:  www. UN. org

Reprodução: www. UN. org

8 de março: dia internacional da mulher.  O porquê? No ano de 1857 cerca de 130 trabalhadoras de uma fábrica de tecidos em Nova York foram assassinadas.  O motivo foi o “atrevimento” das moças ao requererem redução da carga horária, equiparação dos salários com o dos homens e melhores condições de trabalho. Em sua homenagem, 118 anos após o fato, em 1975, a data começou a fazer parte do calendário oficial da ONU.

Não se engane achando que essa é uma festividade simplesmente, onde se recebem flores e chocolates de algum homem próximo. Mais importante do que isso, o oito de março serve para lembrar que ainda hoje, nós, mulheres, temos que lidar com salários inferiores, objetificação, modelos de beleza impossíveis, trabalho dentro e fora de casa, além violação dos nossos corpos, nos quatro cantos do planeta.

E porque falar sobre mulheres que fizeram alguma diferença na história? Fácil: para que cada uma possa se espelhar nelas sabendo que são capazes de fazer e serem o que quiserem, ainda que muitos afirmem o contrário.

Hoje vou falar de algumas que se destacaram pela moda. Alguns de vocês podem pensar que isso é um pouco contraditório já que se conhece os abusos da indústria da moda. Porém, mais que simples cabides de roupas, as mulheres no universo da moda representaram e ainda representam outras – e grandiosas- coisas. Vejam só!

Ann Lowe:

Reprodução: BlackBride.com

Reprodução: BlackBride.com

Nasceu no final do século 19 no estado do Alabama, na pequena e rural cidade de Clayton e fez sucesso nas décadas de 50 e 60 do século seguinte. Neta de ex-escravos, Ann passou a infância rodeada pelo mundo da costura, já que sua avó e mãe eram costureiras. Quando aos 16 anos sua mãe moreu, Ann teve que tomar frente dos negócios da família, mas com parte de seu talento já desenvolvido tornou-se a costureira mais procurada em Clayton. Em Tampa, na Florida, conheceu Josephine Lee, socialite do local que incentivou Ann a estudar em Nova York a fim de que ela pudesse ter mais conhecimento sobre sua arte. Foi, mesmo com o marido não aprovando. Na metade do curso, que deveria durar um ano, Lowe já estava formada, tendo frequentado as aulas separadas do resto de sua turma por ser negra. Daí em diante, o sucesso de suas produções únicas só aumentou. Sua mais conhecida criação foi o vestido de casamento de Jacqueline Kennedy, mulher do antigo presidente dos Estados Unidos, mas a relevância de suas obras está espalhada por museus como o Museum at the Fashion Institute of Technology, o Metropolitan Museum of Art e o Smithsonian National Museum of African American History and Culture.

Fonte:http://www.thefashionhistorian.com/2014/02/ann-lowes-early-career.html

Coco Chanel:

Reprodução: Ellus.com

Reprodução: Ellus.com

Quem nunca ouviu falar do corte de cabelo Chanel? Sucesso na década de 20, pós 1° guerra mundial, o maior objetivo desse estilo totalmente inspirado na estilista francesa era de ao mesmo tempo em que oferecia praticidade na higienização, as mulheres expressavam o ideal de autonomia que buscavam na época, já que haviam ocupado postos de autoridade nunca antes conquistados durante as batalhas. Coco Chanel descobriu seu talento para a costura quando além de cantar, fazia reparos em roupas para se sustentar no interior da França. A sua grande contribuição pode ser resumida que em busca de mais conforto ela se opôs aos longos, pesados e apertados vestidos, substituindo-os por comprimentos menores e marcações mais baixas, além de introduzir as calças no armário feminino. E foi assim que até 1971 ganhou a vida, apesar de ter vários amores durante sua trajetória como bem mostra o filme “Coco Antes de Chanel”.

Fontes:

http://mulheres-incriveis.blogspot.com.br/2012/04/coco-chanel.html

http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/ult10082u641760.shtml

Elsa Schiaparelli:

Reprodução: wepick.com.br

Reprodução: wepick.com.br

A italiana Schiap provocou o mundo inteiro com seu rosa-choque. Sim, foi ela a inventora de umas das cores mais chamativas que existem. Foi Elsa também que incorporou de uma vez por todas as artes plásticas nas roupas. Enquanto Chanel criava modelos práticos para o dia a dia, Schiaparelli mixava em suas peças influências como Salvador Dalí e Marcel Duchamp, grandes nomes da arte surrealista, ambos seus amigos. Com o primeiro, em especial, designou o tailleur de onde saíam gavetas e o vestido lagosta. Foi assim, representando os sonhos por meio de tecidos que de certa forma ela fazia com que as mulheres se destacassem em todos os ambientes que circulassem.

Fontes:

http://almanaque.folha.uol.com.br/schiaparelli_historia.htm

Vogue Brasil n° 405 (Maio, 2012), pg. 67, “Vida Chocante”, ASTUTO, Bruno.

Lupita Nyong’o:

Mas o que uma atriz faz no meio de tantas estilistas? Calma que eu explico. A méxico-queniana que despontou no ano passado como uma das revelações de Hollywood, tendo ganhado o Oscar de “melhor atriz coadjuvante” por sua representação em “12 Years a Slave” (Doze Anos de Escravidão), logo tornou-se matéria em grandes revistas de moda. Isso fez com que váááárias meninas negras ao redor do mundo (inclusive a que vos fala) aumentassem a sua autoestima ao verem uma mulher negra fazendo tanto sucesso como ela estava a fazer. Para vocês terem dimensão do caso, num discurso para o “Essence Black Women in Hollywood”, promovido pela revista estadunidense “Essence”, ela leu um pedaço de uma carta que havia recebido de uma jovem menina. Essa adolescente relatava que por conta do destaque de Lupita na mídia internacional ela não se via mais pressionada a tentar clarear sua pele com produtos clareadores (sim, isso existe e é um absurdo.). Já que padrões de beleza estão tão atrelados à moda, nada mais justo do que trazer aqui uma mulher que lembrou a todos que o bonito se apresenta de inúmeras formas pelo mundo a fora.

Fontes:

http://blogueirasnegras.org/2014/04/03/gratidao-lupita-nyongo/

https://www.youtube.com/watch?v=ChpriB5ktGg

Pat McGrath:

Reprodução: rmkvisions.blogspot.com

Reprodução: rmkvisions.blogspot.com

Em 2012 fiz um post em que apresentei a Pat a vocês (leia aqui). Naquela época, ela recebeu o título de maior maquiadora do mundo. Isso veio graças a suas maquiagens surpreendentes, com produção completamente artística. Por isso ela é referência internacional para inúmeros maquiadores, com o Sadi Consati, que vibrou ao conhecer a britânica. O interessante é que apesar das extravagâncias ao pintar os outros, ela sempre aparece com uma maquiagem simplíssima, e quando digo simples, falo em neutra. Neutralidade, aliás, é sua marca registrada, pois suas roupas também são assim, geralmente pretas. Hoje me senti na obrigação de relembrá-la nesse post porque conhecendo o trabalho da Pat durante esses quase três anos entendi realmente o motivo de ela ser tão vangloriada no universo da moda. Não á a toa que Prada, Miu Miu, Dior, Dolce & Gabbana, Lanvin, Valentino, Louis Vuitton, Viktor & Rolf, Stella McCartney, Jonh Galliano… continuam a solicitar o trabalho dela.

Fonte: http://www.vogue.co.uk/person/pat-mcgrath

Zuzu Angel:

Brasileiríssima. Penso que esse seja o melhor adjetivo para a estilista mineira que buscou representar em suas peças a identidade nacional no cenário internacional. “Sua roupa, como poesia pra se vestir, tinha características baseadas no tropicalismo brasileiro com estampas de chita, vestidos inspirados em Maria Bonita e Lampião, estampas de anjinhos sobrevoando as nuvens, xadrezes com padrões singelos de cores e formas, pássaros e florais com releituras naif.” Assim sua obra é descrita no perfil de quem ela foi, disponível no Instituto Zuzu Angel, criado por sua filha Hildegard após a morte da mãe. Seu falecimento nos leva a outra questão. Stuart Angel, seu primeiro filho, foi assassinado durante a ditadura militar. Com suas aparições na mídia, graças a seus desfiles, ela denunciava o assassinato internacionalmente. Assim arrastou nomes como Joan Crawford, Kim Novak, Veruska, Liza Minelli, Jean Shrimpton, Margot Fonteyn e Ted Kennedy para apoiarem a sua luta. Porém, ela foi, também, assassinada num acidente de carro, ainda não muito esclarecido, no ano de 1976. É também pela busca para saber o paradeiro de seu filho, que essa mulher não pode ser esquecida.

Então é isso. Espero que a história de cada uma dessas mulheres possam ter despertado o porque de hoje, 8 de março, ser tão importante. Até mais! ;)

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