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#empoderar2: Sobre aceitar nossos corpos.

Oi, tudo bem com você? Espero que sim!

Quarta-feira é um dia lindo aqui no blog. É hora para conversas empoderadoras (!) e hoje abriremos por aqui o tópico sobre “body activism” ou, em bom português, “ativismo corporal.

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Debates sobre a relação que temos com nossos corpos estão na mesa a todo tempo.  Principalmente no verão, é comum ouvir e falar um “preciso emagrecer” ali e outro “não posso usar essa roupa por conta da minha barriga” acolá. Ao mesmo tempo, é também verdade que vez ou outra discutimos sobre amar nossos corpos, entretanto numa visão que pode nos levar a enfiar o pé na jaca – tanto nos exercícios ou nas guloseimas.

“Ok, aonde você quer chegar com isso, Mariana? Tá dizendo que eu não posso comer o que eu quiser? E que por acaso é errado eu querer ser fitness?” Longe disso! Minha intenção hoje aqui é expandir nossas ideias entre o corpo que realmente queremos do que realmente precisamos, o pouco que seja. Espero conseguir. Vamos lá!

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Ilustração por Nega Hamburguer

Não existe um corpo melhor que o outro.

Nem alto nem baixo. Muito menos gordo ou magro. E além dessas manjadas dualidades, nem mesmo a presença ou não de deficiências físicas fazem um corpo melhor que outro, alguém melhor que outrem. E você sabe o porquê? Porque corpos simplesmente não foram feitos para se encaixar em padrões! O propósito deles é nos fazer chegar aonde quisermos. E quando digo isso não estou nem apelando para um lado mais filosófico. Eu quero dizer qualquer lugar mesmo, como o outro lado da rua.

Há tanta diversidade por aí! Por isso não se martirize com palavras negativas ou puna-se com dietas e atividades insanas. Tente enxergar se tudo isso não advém da pressão social sobre suas vontades. Para isso, não deixe de se perguntar o motivo de suas ações, o propósito que o seu corpo tem e qual a sua missão nessa vida.

Ah, quando as coisas andarem complicadas, lembre-se de tudo o que já alcançou nesses anos. Por mais infeliz que você estivesse com ele, seu corpo lhe permitiu essas vitórias. Imagine só quando o amor despencar sobre ele?! Tenha certeza de que há um potencial gigante a ser explorado. ;)

Saúde nem beleza podem ser medidas simplesmente pela aparência.

[Aviso] em momento algum defendo aqui que doenças não são detectadas por aspectos físicos, ou seja, sintomas. Mas ser gordo ou magro ou ter alguma deficiência física não são doenças!

Pois é, as coisas são mais complexas que as primeiras impressões. Nem sempre gordos comendo salada estão querendo emagrecer. Ou magros sintam-se à vontade em exibir seus corpos. Menos ainda que pessoas com deficiência busquem a pena dos que o rodeiam para viver melhor. Ter saúde não se minimiza a perder peso. Magreza não deveria ser sinônimo de alegria. Deficiência física não significa incapacidade. Isso não passa de uma montanha de estereótipos, porque, sim, generalizar é uma grande ignorância.

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Imagem: Reprodução.

Para ser mais feliz consigo!

Mesmo que esse seja um texto simplório no debate do “corpo perfeito”, eu quero deixar aqui alguns conselhos para sentirmos melhores conosco, até porque além do desejo em ajudar vocês do lado daí, muitas palavras por aqui são como um lembrete também para mim.

  • Cerque-se de boas influências. Pessoas, inspirações e informações positivas fazem toda a diferença!
  • Seja gentil com você, sempre!
  • Pare de julgar aos outros! Isso se torna um hábito e volta para você.
  • Não espere a validação exterior para ser feliz. – Porque críticas desconstrutivas não pagam as contas de ninguém e você não é obrigadx!
  • Elogie outras pessoas! Não só por suas aparências, mas pelo quê de fantástico elas são e fazem.

+ body activism:

E aí, qual a sua relação com seu corpo hoje em dia? O que você gostaria de ouvir de si mesma e dos outros? Deixe nos comentários!

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#distrair2: Resenha “Dope: Um Deslize Perigoso”

mOi, tudo bem com vocês? Espero que sim!

Já é segunda-feira, ou seja, hora de se distrair aqui no Maia Vox! Se você está em casa nesse carnaval preste bem atenção ao post de hoje, pois ele guarda a sugestão de um bom filme para passar o tempo: “DOPE – Um Deslize Perigoso”. Veja o trailer a seguir!

[Sem spoilers]

“Dope” conta a história de Malcolm Adecombi (Shameik Moore), um jovem negro que vive em uma das vizinhanças mais perigosas de Inglewood, Califórnia. Entretanto, ele é um bom aluno e busca entrar em Harvard. Tudo ia bem até ele aparecer numa festa e terminar com a mochila cheia de drogas. Agora, mais do que nunca, Malcolm tem que lidar com a realidade difícil sem perder a reputação estudantil e consequentemente, a oportunidade de ir para a faculdade.

Por que assistir? Continuar lendo

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#celebrar1: Onde mora a beleza para você?

Oi gente, tudo bem com vocês? Espero que sim! A primeira semana do novo jeito de blogar aqui no Maia Vox já está terminando, mas eu estou muito feliz por termos voltado a conversar!

Se o dia-a-dia corrido não lhe permitiu saber das novidades, vou deixar o link dos dois posts publicados anteriormente e do desafio fotográfico que está acontecendo todos os dias no Instagram, ok? Clica aí! 

Ontem eu passei o dia me perguntando em como começar a escrever o último post da semana e o primeiro da seção “celebrar”. Já era de tarde e eu ainda não tinha pensando num assunto bom o suficiente para a gente conversar. Fiquei tão chateada e entediada que fui ao Facebook e desci o feed sem parar. Até que muito lindamente me deparei com um vídeo que acho que vocês precisavam ver. Porém, deixe-me contar a história dele antes.

Shea Glover, uma estudante de ensino médio em Chicago, decidiu sair pelo colégio dela atrás de alunos e professores perguntando se eles permitiam que ela os gravasse para um projeto. No que eles aceitavam, ela explicava a intenção do trabalho: I’m taking pictures of things I find beautiful (“Estou fotografando o que acho bonito”). A reação genuína dos convidados ao perceberem que ela os elogiava nos faz perguntar por onde anda a beleza para nós.

 Confira a seguir!

Todos os dias nossos corpos cruzam-se com outros por aí, os quais carregam histórias diferentes entre si e com certeza mais interessantes que as das novelas. Entretanto, passamos rapidamente pelos lugares, não podendo ou não querendo perder tempo com o vizinho. Estamos presos às nossas obrigações e isolados em nossos pensamentos.

A insegurança então bate à porta.”Será que eu estou bonitx hoje?” “O que estão achando de mim?” Quantas vezes você já se perguntou isso nas últimas 24 horas? A opinião alheia nos ronda desde a hora em que escolhemos a roupa até os último passos que damos nas calçadas. Isso é compreensível, mas você se lembrou de elogiar a si esta manhã? E a outros?

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Ilustração por Sandra Howgate

Em tempos de selfies, procure exercitar o seu olhar não só para a câmera frontal de seu celular, mas também para o que circunda seu espaço. Sempre que der, procure notar nos rostos desconhecidos e distintos algo de bom e não se esqueça de que eles, assim como você e eu, colecionam receios e alegrias em meio às complicações diárias.

Nas próximas sextas-feiras compartilharei com vocês o que de bonito, esperançoso e inspirador me aparecer. Lhes convido a fazer o mesmo, afinal as sextas por aqui são para celebrar! O fim de semana já se inicia melhor assim! Fechado?!

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Nesses dias corridos, você sabe onde beleza mora? Responda nos comentários! Se gostou deste texto, compartilhe com seus amigos! E ah, não deixe de seguir o blog nas redes sociais! Um abraço, bom fim de semana e até mais! ;)

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#empoderar1: Baile da Vogue 2016, Kylie Jenner, Amandla Stenberg e Apropriação Cultural.

Oooi, gente! Tudo bem com vocês? Espero que sim!

Vocês devem tá se perguntando o que o baile da Vogue 2016 tem a ver com a Kylie Jenner, mais nova das irmãs Jenner-Kardashian, e com a Amandla Stenberg, intérprete de Rue de Jogos Vorazes, né verdade? E a resposta é “Apropriação Cultural”!

Desde já esclareço que esse texto não tem como intenção esgotar as discussões sobre o assunto. Ele também contém as minhas opiniões já que isso é um blog pessoal, mas sintam-se mais que convidados em colocar a de vocês nos comentários. Debates são mais que bem vindos!

Para quem não sabe, o tema escolhido pela Vogue para a festa desse ano foi #PopAfrica, uma tentativa de homenagear o continente africano reduzida a muitos estereótipos racistas. Já a Kylie Jenner, do clã das Kardashians, usou no meio do ano passado um penteado comum nas comunidades afroamericanas que são as tranças rasteiras – ou como dizem nos States, cornrows. Porém, a atriz Amandla Stenberg, intérprete da Rue em Jogos Vorazes (a personagem que morreu nos braços da Katniss, para quem não lembra) mandou a seguinte “indireta” para a Kylie no Instagram dela: “Quando você se apropria de características e da cultura negra, mas falha em usar sua posição de poder para ajudar negros americanos, direcionando atenção em torno do seu penteado ao invés da violência policial ou o racismo”.

E então surge a pergunta: qual o limite entre homenagem e apropriação?

Antes de qualquer coisa, você sabe o que é apropriação cultural? A Nátaly, estudante de Ciências Sociais e blogueira do Afros e Afins, dá uma explicação ótima no vídeo a seguir, mas adiantando, apropriar-se culturalmente é partir de uma estrutura dominante para usar características de culturais alheias – e marginalizadassem respeitar o significado que aquilo tem para o outro. De consequência, o dominante é visto como estiloso e culto, enquanto a comunidade que representa tal cultura continua sendo debochada. Continuar lendo

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#distrair1: Playlist as 6 canções preferidas de 2015!

Oooi gente! Tudo certo com vocês? Espero que sim!

Hoje temos o primeiro post da nova proposta do blog!!! Estou muito animada e mesmo sendo uma segunda-feira, vai soar como uma festa. Para tanto só podia ser dia de playlist!

Ah, tá um pouco desnorteado sem saber das novidades ainda? Calma que tem um post explicando cada detalhe da transformação do blog. Clique aqui para ver!  Mas se você aí já sabe das novidades e tá louco por música boa, simbora!

Reuni na playlist de hoje as 6 canções que mais gostei em 2015 e que merecem ficar na cabeça e no coração por muito mais tempo. Tem rock nacional, revelação do ano e um pouco de rap e soul <3.

A lista a seguir está ordenada pela data de lançamento das obras.

Classic Man – Jidenna:

De terno e gravata, Jidenna com certeza é a personificação do homem clássico. Elegante no visual e encantador nas letras, ele traz um novo jeito de fazer hip hop, o qual chama de “Swank”. Nem a batida ou a essência da discussão do hip hop são deixadas de lado por sua música com temas bastante atuais. Em “Classic Man”, por exemplo, ele discute claramente violência policial contra a juventude negra (no clipe) e não objetifica as mulheres ao seu redor (The ladies on my elbow ain’t for the show/Every madame on my team is a top general — As mulheres no meu braço não são para o show/Cada madame no meu time é uma general) ao mesmo tempo de um ritmo viciante.

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Vai ter Maia Vox em 2016?

Ooi gente! Faz uns mil anos que eu não apareço aqui, né verdade? Quem acompanhava o blog nesses tempos remotos sabe que a razão para isso foi o vestibular, vulgo ENEM. Desculpem-me a demora em responder os comentários e a dar sinal de vida… mas todo aquele aperreio já se passou!

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Universitárias! #squadgoals #jornalismo #química #pedagogia #letras

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Vamos comemorar: Playlist de 1 ano de cabelo natural!!!

Oi, gente! Tudo bem?

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Escrevo esse post extremamente feliz. A razão é que já se passou um ano inteirinho desde o big chop! Para aqueles que não sabem o que é ainda estão mais do que convidados a lerem a série sobre a de transição capilar bem aqui, mas adiantando “big chop” é um termo em inglês para o “grande corte” em remoção de toda química do cabelo.

Cabelos-cacheados-gif-como-cuidar

A maior lição tirada por mim dessa jornada é a de que não há nada que feito com carinho e dedicação que não se realize. Para isso precisamos de sinceridade, estudo e foco. Sinceridade para olharmos sem medo a situação atual e como queremos estar; estudo para não seguirmos por atalhos muitas vezes de arrependimento e foco para alcançar e continuarmos com as realizações.

Let's dance!

Let’s dance bae!

Em comemoração a um ano de cabelos totalmente livres, leves e soltos preparei uma playlist! Espero que ela, além de abrilhantar o cotidiano de cada um, também passe as melhores mensagens possíveis. ;)

“O Que Você Quer Saber de Verdade” – Marisa Monte

“Cores” – AnaVitória

“Best Be Believing” – AlunaGeorge

“Felling Myself” – Nicki Minaj ft. Beyoncé

“FourFiveSeconds” – Rihanna ft. Kanye West, Paul McCartney

"I'm feeling myself, feeling myself, I'm felling my..."

“I’m feeling myself, feeling myself, I’m felling my…”

Por hoje é só, mas não se preocupe que mais já está em preparo! Em breve sairá o vídeo em que falarei sobre o resultado das box braids – ou tranças rastafári – e alguns cuidados com os cachos. Abraços e até mais!

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